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O delegado Paulo Bilynskyj, da Polícia Civil de São Paulo, sim aquele do caso da morte da modelo Priscila de Bairros, ocorrido em São Bernardo do Campo, em entrevista no programa Café com a Polícia, afirmou com todas as letras que os “agentes (de Polícia) não servem para nada” e são “dispensáveis”.

Na mesma entrevista, o delegado exaltou o papel dos escrivães e questionou quanto aos agentes: “eles vão fazer o quê?”, como se os milhares de agentes policiais não tenham o que fazer no âmbito das investigações criminais.

O elogio aos escrivães, no entanto, não passa de uma grande hipocrisia, para dizer o mínimo, por parte do delegado. Invariavelmente, são eles, como também os agentes, que executam as tarefas que deveriam ser executadas por muitos delegados, tipo Bilynskyj, pelo país afora.

Bilynskyj, certamente, quer ficar nessa zona de conforto: receber do erário público e não trabalhar.

Além disso, sua opinião sobre a Polícia Civil representa a negação do movimento que a COBRAPOL, junto com a representação nacional dos próprios delegados, faz no sentido de aperfeiçoar a instituição, através de uma Lei Orgânica Nacional capaz de definir com precisão os papeis dos seus profissionais frente aos novos desafios da segurança pública nacional, que exige cada vez mais especializações – o contrário do que afirmou o delegado paulista.

Afirmar que os agentes são “dispensáveis” e que ”não servem para nada”, além de um afrontoso desrespeito a esses profissionais, revela uma clara intenção de desqualificar quem hoje desempenha um papel fundamental no processo investigativo, inclusive o que busca esclarecer as circunstancias da morte da modelo Priscila de Bairros, que está sob a responsabilidade da Polícia Civil.

O ataque gratuito só poderia partir de um delegado que, certamente, já renunciou às suas prerrogativas e que pretende continuar empurrando as suas responsabilidades sobre os ombros dos demais integrantes da instituição.

Esperamos que a Delegacia Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo adote uma postura disciplinar rigorosa perante a conduta desairosa do referido delegado de Polícia, cujo comportamento reiterado em redes sociais desabona toda a instituição e os preceitos éticos estatutários .

Portanto, só pode merecer nosso mais veemente repúdio e desprezo: vá trabalhar, Bilynskyj, ao invés de ficar dando palpites sobre assuntos que, por má fé ou ignorância, você não domina!

Brasília (DF), 9 de novembro de 2021

André Luiz Gutierrez
Presidente

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