MEDIDA REVOLTANTE EM AL: JUIZ AMEAÇA SAÚDE DOS PCs E PRATICA INJUSTIÇA EM PLENA CRISE!

Uma medida judicial no mínimo estapafúrdia em meio à tragédia de saúde pública que afeta o Brasil e os brasileiros.

O juiz Alberto Jorge Correia de Barros Lima, da 17ª Vara Cível de Maceió, indeferiu o pedido de tutela antecipada do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (SINDPOL) para o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como álcool em gel, máscaras, luvas, materiais de limpeza e higienização em quantidade suficiente, além da dispensa de trabalho aos policiais civis do grupo de risco.

Mais grave ainda por se tratar de uma decisão que afeta profissionais de segurança que, junto com os da saúde pública, estão nas ruas todos os dias para proteger a sociedade no momento em que ela se encontra mais vulnerável, em razão dos procedimentos de isolamento social indispensáveis para o momento.

Especialistas e autoridades no assunto, desde o início da crise do coronavírus, apontaram dois segmentos do serviço público que não poderiam parar: a saúde, por óbvio, e a segurança.

O magistrado que negou a ação do SINDPOL-AL parece desconhecer essa realidade ou simplesmente despreza a segurança pública, da qual a Polícia Civil é peça fundamental para redução da criminalidade. Em que mundo ele vive? Não percebe que, além dos servidores da saúde, são exatamente aqueles profissionais, que estão na linha de frente no combate aos crimes, que cresceram brutalmente neste período, mesmo sujeitos ao impacto da epidemia. Os criminosos não querem saber se tem ou não Coronavírus, e os policias precisam estar aptos, com a saúde perfeita, com a devida proteção para trabalhar pela sociedade.

No caso de Alagoas, a situação é ainda mais preocupante na medida em que o Estado não garante insalubridade aos policiais, como também não reconhece a periculosidade a que estão submetidos, especialmente agora diante dos riscos de contágio, associados aos demais riscos inerentes ao desempenho de suas atividades profissionais, além das penosas condições laborais, extenuante carga horária, volume de trabalho e a existência de inúmeros servidores aposentados e idosos, faixas de elevado risco, desempenhando suas funções em diversas delegacias.

A COBRAPOL se soma, neste momento, ao SINDPOL de Alagoas e a todos os policiais civis daquele Estado no repúdio a uma decisão que ameaça a saúde e integridade física dos integrantes de nossa categoria e, por consequência, a segurança da sociedade como um todo, e vai na contramão de centenas de decisões judiciais que estão sendo tomadas em todo país, desde a Suprema Corte, sempre no sentido de proteger os cidadãos da grave pandemia e garantir a execução dos procedimentos adotados pelas autoridades da saúde pública.

Nosso repúdio a essa decisão revoltante que precisa ser revista imediatamente para o bem dos policiais civis, da segurança pública e da sociedade! É o que o bom senso e a justiça exigem nesse momento por parte de quem deveria zelar pela justiça em nosso país!

Brasília (DF), 01 de abril de 2020

ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente COBRAPOL

Veja agora na TV COBRAPOL o vídeo feito pelo Presidente da COBRAPOL, ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ. Clique no vídeo abaixo:

COBRAPOL SOMA-SE AO ESFORÇO COLETIVO NO COMBATE AO CORONAVÍRUS

COMUNICADO AOS TRABALHADORES
POLICIAIS CIVIS E PÚBLICO EM GERAL

COBRAPOL SOMA-SE AO ESFORÇO COLETIVO NO COMBATE AO CORONAVÍRUS

Em janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) noticiou o surto de uma nova doença denominada de Coronavírus e os primeiros casos apareceram, em 2019, na província de Hubei, na China. E, desde então, diversos órgãos internacionais da saúde vêm tratando o Coronavírus (COVID-19) como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

O Coronavírus (COVID-19) está se espalhando rapidamente para diferentes países ao redor do mundo, gerando um impacto social e econômico, a uma velocidade que precisamos nos preparar para enfrentar a doença nos ambientes de trabalho nos próximos dias.

No Brasil também estavam confirmados (até 12 de março) 49 casos, a maior parte concentrados em São Paulo, mas também estão em observação pacientes nos estados de Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco, Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, entre outros.

A OMS e as autoridades de saúde pública de vários países estão tomando medidas para conter o surto de COVID-19. Especificamente, no Brasil, alguns governos estaduais estão começando a vetar aulas, eventos públicos e passaram a recomendar que as pessoas em locais de concentração como, por exemplo, bares, restaurantes, shoppings, fiquem em mesas a uma distância mínima de 2 metros.

No Rio de Janeiro, como forma preventiva, o atendimento da Polícia Civil foi reduzido a apenas casos graves e flagrantes. Os demais casos serão tratados remotamente (home office).

Os presídios federais e distritais já cancelaram as visitas externas e, temporariamente, as audiências.

O Ministério da Economia autorizou que servidores com doenças crônicas, ou cujos familiares que habitam na mesma residência tenham doenças crônicas, gestantes e lactantes, ou com idade superior a 60 anos, possam, excepcionalmente e mediante autorização da chefia imediata, realizar atividades remotamente, por 30 dias.

Também autorizou que, considerando a edição do Decreto Distrital no 40.509, de 11 de março de 2020, os servidores que sejam responsáveis por crianças que não possuem idade suficiente para ficar sozinhas em casa ou que não tenham a possibilidade de deixá-las em outro ambiente de segurança ou aos cuidados de um terceiro podem, excepcionalmente e mediante autorização da chefia imediata, ser dispensados do controle de ponto e trabalhar de maneira remota enquanto durar a suspensão das atividades educacionais nas redes de ensino pública e privada.

No ambiente de trabalho as pessoas podem pegar o COVID-19 tocando as superfícies ou objetos contaminados e depois tocando seus olhos, nariz ou boca. Outro meio de transmissão é o ar como, por exemplo, os trabalhadores que estão de pé, até uma distância um metro de uma pessoa com COVID-19, podem pegar o vírus respirando as gotículas suspensas no ar. Em outras palavras, o COVID-19 se espalha de maneira semelhante à gripe.

A maioria das pessoas infectadas com COVID-19 apresenta sintomas leves e se recuperam. Entretanto, alguns passam a experimentar outras infecções mais graves da doença como, pneumonia e complicações renais, complicações que exigem mais cuidados hospitalares.

O risco de doenças graves aumenta com a idade: pessoas acima de 40 anos parecem ser mais vulneráveis do que aqueles com menos de 40 anos. Pessoas com sistema imunológico enfraquecido e condições como diabetes, doenças cardíacas e pulmonares também são mais vulneráveis a doenças graves.

Neste caso, fique atento aos trabalhadores que apresentam no seu histórico clínico algumas dessas doenças e apresentam sintomas parecidos aos de uma gripe.

EM RESUMO:

Informações do Ministério da Saúde dão conta de que o Coronavírus tem causado síndromes respiratórias leves, moderadas e graves em seres humanos e em animais, de importante impacto na saúde pública, como ocorreu com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS). Por ser um novo vírus, suas formas de contágio, prevenção e tratamento vêm sendo investigadas por autoridades de saúde em nível mundial.

SINTOMAS

Os sintomas incluem febre, tosse e dificuldades para respirar. No entanto, são considerados casos suspeitos somente aqueles que viajaram à Wuhan, Província de Hubei, na China, ou tiveram contato direto com pessoas doentes comprovadamente por causa do vírus. Durante o período de incubação (de 2 a 14 dias) pode não haver sintomas.

FORMAS DE CONTÁGIO

O contágio geralmente é entre humanos, através do contato com gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque e aperto de mão, contato com secreções da boca, nariz ou olhos, com objetos ou superfícies contaminadas.

PREVENÇÃO

O Ministério da Saúde informa que a medida de prevenção adotada é a mesma para doenças de transmissão respiratória, conforme o protocolo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), enfatizando: a higienização frequente das mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, higienizar as mãos frequentemente, não compartilhar objetos de uso pessoal, limpar regularmente as superfícies e manter os ambientes ventilados.

PREPARANDO O LOCAL DE TRABALHO PARA O COVID-19

A OMS, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), assim como, o Centro Canadense de Saúde e Segurança no Trabalho (CCOSH) vêm publicando constantemente informações sobre como prevenir e controlar o Coronavírus (COVID-19) nos locais de trabalho.

A área de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) pode adotar medidas simples e de baixo custo para impedir a propagação do COVID-19 entre os trabalhadores, clientes, fornecedores e terceiros. A nossa proposta é que cada um possa praticar e adotar as ações nos ambientes de trabalho, mesmo que não existam casos confirmados no COVID-19 no município ou região.

Além de evitar a propagação das infecções no ambiente de trabalho como, por exemplo, resfriados, problemas de gripe e estômago, ajudaram a reduzir os riscos, bloquear a chegada do COVID-19 e reduzir os dias úteis que podem ser pedidos devido ao afastamento de trabalhadores com os sintomas.

Entre as medidas que podem ser utilizada para prevenir o COVID-19, destacamos as seguintes medidas gerais:

  • Defina uma política que descreva as medidas que vão ser adotadas para quando as pessoas manifestam os sintomas do COVID-19. A política deve considerar as medidas de comunicação internas, os procedimentos de faltas ou ausências do colaborador e requisitos que são necessários para o atestado médico ou comunicação externa por parte de um familiar.
  • Verifique frequentemente se os locais de trabalho estão limpos e higienizados. As superfícies por exemplo, mesas, cadeiras, corrimãos, entre outros, e objetos (telefones, teclados, máquinas, equipamentos de uso coletivo) precisam ser limpos com desinfetante regularmente. Lembre-se que uma das as principais maneiras pelas quais o COVID-19 se espalha é pela contaminação em superfícies tocadas por colaboradores, clientes, terceiros e fornecedores.
  • Promova uma campanha de lavar as mãos entre os servidores, publico em geral, fornecedores e terceiros. Essa é uma ação que pode ser facilitada com a instalação de higienizadores de mãos em locais de circulação no local de trabalho. Certificar-se que os dispositivos sejam recarregados regularmente.
  • Divulgue em painéis a limpeza das mãos e outros cuidados com a saúde, verifique se a autoridade de saúde pública do local disponibiliza material ou desenvolva seu próprio material. Essa medida de comunicação pode ser combinada com palestras, workshops de orientação oficial de saúde e segurança ocupacional, briefings em reuniões e informações na intranet para promover a limpeza das mãos.
  • Certifique-se de que trabalhadores, fornecedores, terceiros e clientes tenham acesso aos locais para lavar as mãos com água e sabão. Lembre-se que a limpeza mata o vírus nas suas mãos e evita a propagação do COVID-19.
  • Promova a higiene respiratória no local de trabalho. Isso pode ser exibido com cartazes promovendo a higiene respiratória. Além disso, ofereça uma orientação para reduzir poeiras, garantir a circulação do ar, abrir janelas, evitar o acúmulo de sujeiras e manter o local de trabalho limpo e organizado. É possível disponibilizar lenços de papel nos seus locais de trabalho, para aqueles que desenvolvem coriza ou tosse no trabalho, além de caixas fechadas para um descarte higiênico e seguro. Uma boa higiene respiratória impede a propagação do COVID-19 pelo ambiente de trabalho.
  • Aconselhe os colaboradores ou contratados sobre cuidados preventivos que devem ser tomados antes de viajar. Sugira consultar os órgãos ou agências de saúde sobre a situação emergencial do COVID-19 no local de destino. No retorno também é necessário monitorar se aparecem sintomas do COVID-19, pelo mínimo 14 dias, verificando a temperatura corporal com uma certa frequência durante o dia de trabalho.
  • Informe aos servidores, fornecedores, terceiros e clientes que, se o COVID-19 começar a se espalhar na comunidade, qualquer pessoa com tosse leve ou febre baixa (37,3° C ou mais) precisa permanecer no local de residência. Recomenda-se que neste momento crítico de propagação do vírus devem ficar em casa (ou trabalhar em casa) se tiverem que tomar simples medicamentos, como paracetamol / acetaminofeno, ibuprofeno ou aspirina, visto que podem mascarar sintomas de uma possível infecção.
  • Implante um processo para identificar pessoas que possam estar em risco e apoiá-las, sem criar discriminação no local de trabalho. Isso pode incluir pessoas que viajaram recentemente para uma área que relata casos ou pessoas que tem maior risco porque têm doenças graves como, por exemplo, diabetes, doenças cardíacas e pulmonares, ou ainda, tem idade avançada.
  • Evite fazer reunião com grande quantidade de pessoas no ambiente de trabalho em espaços fechados com baixa circulação de ar. Elabore um plano B para as situações em que os servidores tenham que ficar em casa como, por exemplo, continuar trabalhando temporariamente de uma forma remota, usando mecanismos virtuais de troca de informações ou acesso aos sistemas da empresa.Evite reuniões familiares com muitas pessoas e, principalmente, contatos com idosos, pois esse grupo, comprovadamente, é o mais vulnerável para contrair o Coronavírus.

Entre as medidas que podem ser utilizada para prevenir o COVID-19, destacamos as seguintes medidas específicas que devem ser adotadas nos ambientes de trabalho da Polícia Civil, em todo país:

  • As Delegacias e demais dependências da Polícia Civil, em todo território nacional, que prestam serviços ao público devem adotar com rigor as medidas higiênicas, sendo recomendável que os servidores que tratam diretamente com o público usarem máscaras de proteção, álcool em geral, luvas e manterem, pelo menos, uma distância de dois metros da(s) pessoa(s) que estão sendo atendidas.
  • Autorizar o registro e atendimento de plantão apenas a casos graves, como aqueles envolvendo morte, estupro, sequestro, roubos de veículos e flagrantes.
  • Divulgar em meios de comunicação que o registro de ocorrências deverá ser pela Delegacia Eletrônica.
  • Ampliar as naturezas de ocorrências passíveis de registro eletrônico.
  • Manter o número mínimo (a ser definido por cidade ou região) nas equipes de plantão, para atendimento de diligências internas e externas.
  • Autorizar os policiais de plantão a informar que o registro de ocorrências deverá ser prioritariamente por meio eletrônico.
  • Suspender momentaneamente todas as oitivas e interrogatórios, bem como os autos de reconhecimento pessoal.
  • Autorizar os policiais a inverterem o horário de trabalho, a fim de que possam acompanhar familiares em idade escolar ou idosos que precisem de atenção especial.
  • Policiais cujo cônjuge também exerça atividade ou ofício externo terão prioridade para optar pela inversão de turno.
  • Autorizar que os Inquéritos e expedientes de trabalho, que ainda não estejam digitalizados, saiam da unidade de trabalho, sob carga do servidor.
  • Autorizar o trabalho remoto ou home office para continuidade de investigações, relatórios, laudos e outras peças investigativas.
  • Nos casos em que houver, priorizar a produção de laudos, por meio remoto, de laudos e outros documentos oficiais, pelo Instituto de Identificação, Instituto de Criminalística e Instituto de Médico Legal.

Tais sugestões, extraídas das experiências já em curso em diversas localidades do país visam, em última instância, adotar rigorosamente as medidas preventivas que o momento exige, diante da informação preocupante de que o Brasil começa a ingressar na fase mais aguda da crise do Coronavírus.

Solicitamos, por fim, que todos os nossos Sindicatos e Federações divulguem o mais amplamente possível as informações presentes neste comunicado, esperando, com isso, contribuir de forma decisiva com o combate à ameaça à saúde pública que representa essa pandemia.

A partir de hoje, até que haja segurança para nossos colaboradores, a COBRAPOL também passará a trabalhar remotamente.

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Brasília (DF), 16 de março de 2020.

André Luiz Gutierrez
Presidente da COBRAPOL

COBRAPOL participa de Workshop Internacional de Segurança Pública

O presidente da Cobrapol, André Luiz Gutierrez, o vice-presidente, Giancarlo Miranda e os diretores, Evandro Baroto e Aline Risi participam de painel no evento WISP 2020 – Workshop Internacional de Segurança Pública, que está sendo realizado na Faculdade de Minas em Belo Horizonte (MG).

Na oportunidade, o presidente da Cobrapol compôs a mesa de abertura do evento que ocorreu na manhã desta quinta-feira (12). O vice, Giancarlo Miranda debaterá o tema “A tendência de evolução do perfil do policiais.

Também compuseram a mesa o Senador Álvaro Dias, além de congressistas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.

Em sua fala, o Senador Álvaro Dias foi enfático e afirmou que “o atual Governo Federal é pior que o do Temer no combate à corrupção”, por analogia ao ataque aos policiais investigativos através da PEC da previdência, que enfraqueceu o animus da investigação.

É importante ressaltar que essa discriminação pontual do Governo Federal torna a Segurança Pública fragilizada, na medida do detrimento da investigação, que depreciou as polícias de caráter civil em questões das garantias jurídicas e previdenciárias, discriminando-as em relação às demais forças de segurança. “Todos nós, policiais civis do Brasil, nos sentimos desprestigiados em relação ao atual Governo, que não reconhece que todos os agentes de segurança correm os mesmos riscos. E o próprio senador Álvaro Dias afirmou este desprestígio, falando do enfraquecimento da operação lava-jato”, afirmou o presidente da Cobrapol, André Gutierrez.

O workshop seguirá até o dia 13 de março, e contará com palestras de representantes da Polícia Federal do Brasil (tema: “Cooperação Internacional”); da LAPD – Polícia de Los Angeles (tema: “Cultura Profissional do Policial Norte-Americano”); da ICE – Agência Norte-Americana de Polícia Migratória (tema: “Tráfico de Pessoas”), e muitos outros painéis com especialistas policiais, da Justiça, do Ministério Público e demais autoridades.

8 de março: “um” Dia Internacional da Mulher

8 de março: “um” Dia Internacional da Mulher
“Um” dia para se lembrar, os outros para se lutar e todos para se respeitar.

Por Aline Risi
Escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais
Mestre em Comunicação e Bacharel em Direito
Diretora de Comunicação Social da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis – Cobrapol
Secretária-Geral da Federação Interestadual de Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste – Feipol

O dia 8 de março foi escolhido historicamente para se comemorar a importância da mulher e de sua luta durante décadas. Porém, há o que se contestar acerca deste dia, inclusive contextualizando-o com a nossa realidade. Ora, como comemoramos o dia da mulher, em apenas um, se coexistimos numa sociedade altamente machista, em que nos demais dias do ano ela morre por sua condição, sofre nas mãos de parceiros num relacionamento, é assediada em seu trabalho, é desrespeitada nas ruas, dentre outras situações constrangedoras? Mais ainda, será que este dia deveria ser comemorado mesmo, e pelo o quê? Ou lembrado de que as mulheres, diuturnamente, lutam para ocupar seu espaço e o respeito, notadamente, em sua vida pessoal e profissional.

Não escrevo este artigo somente por ser mulher, mas por já ter sofrido violência doméstica, por ter sido desrespeitada como mulher e como ser humano. Escrevo por lutar dia a dia não somente por minha categoria, mas por minha profissão e por minha família, sustentando-a com o meu esforço. Escrevo este artigo para mostrar ao mundo o que já está aos olhos nus, ou seja, a importância da mulher para a humanidade, o desrespeito e a violência que imperam, e o quanto este “dia internacional” poderia se estender a todos os outros 364 dias do ano, com o verdadeiro reconhecimento desta criatura, que dá a vida a todos, que se chama mulher.

É importante ressaltar que neste momento em que escrevo este artigo, muitas mulheres estão sendo desrespeitas, assediadas, violentadas, ameaçadas e mortas, e ao contrário do que muitos pensam, não é bonito termos delegacias especializadas de crimes contra a mulher, abarrotadas de inquéritos para apuração e varas especializadas, se o que na verdade, deveria ser feita a prevenção destes crimes com a educação da própria sociedade.

Infelizmente, a situação chegou ao extremo, a ponto de o legislador ter que alterar o Código Penal, com a tipificação mais severa para o homicídio praticado contra a mulher, em razão de sua condição, chamado feminicídio. Porém, nem assim a aplicação da penalidade é eficiente, e o resultado são os criminosos soltos. As medidas protetivas também requeridas pelas mulheres não são efetivas, como a distância determinada pelo juiz, no momento em que o homem pode se aproximar e ceifar a vida da vítima, o que não raros foram os casos.

É fato que para toda a violência doméstica, física, psicológica, moral e institucional, além do assédio contra a mulher, dentre outros crimes, temos a lei, ainda que comprovadamente não funcione, bastando ver o crescente número de feminicídios no Brasil, fazendo deste, o País com a quinta maior taxa do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Mas o que quero dizer que há algo que nem sequer se pune o chamado machismo estrutural, que permeia nossa sociedade de forma velada, inserido no comportamento preconceituoso nas relações de trabalho e pessoais. São piadas e formas de tratamento que nitidamente discrimina a mulher em seu ambiente, além da discriminação em não contratar uma mulher, por ela poder engravidar um dia e ficar em licença, ou o salário ser reduzido apenas pela sua condição, em comparação a um homem, num mesmo cargo, e outros diversos casos.

Mas, enfim, ainda com tudo o que expressei, nós, mulheres, lutamos dia a dia e merecemos respeito, merecemos atenção, carinho e amor em todos os dias do ano, pois somos guerreiras. Nós somos responsáveis pela missão de manter a raça humana, gerando e dando a vida a um ser. Cuidamos de nossos filhos e de nossa família, trabalhamos, somos filhas, mães, irmãs, amigas, chefes, profissionais eficientes e políticos competentes. E o que tenho para falar é que temos que continuar lutando por nossa liberdade de nos vestir da forma como queremos, de nos portar da forma queremos, de querermos assumir o comando de empresas, instituições e do País. Por isso digo que o dia da mulher são todos e o 8 de março é apenas um dia a ser lembrado sobre tudo o que passamos e tudo o que lutamos.

Hoje vencemos mais uma batalha. Parabéns!

Veja o vídeo desta mensagem e espalhe nas redes sociais!

 

Não basta ser homem e querer nos dominar! Querem nos matar!!!

Mais um ato covarde acontece em Curitiba. Um homem, delegado de polícia, quando deveria estar cumprindo a lei, achou-se no direito de ceifar a vida de sua esposa, escrivã de polícia do estado, e da filha, sua enteada. E isso ocorreu da pior maneira possível, de forma covarde, sem chance de defesa pelas vítimas, pois estavam abraçadas no canto de um cômodo da casa.

Não queremos saber a motivação deste horrendo crime! Sabem por quê? Porque não há motivos justificáveis para espancar uma mulher, para difamar uma mulher, para molestar uma mulher e para matar uma mulher, além de um machismo dominador que impera e faz o homem acreditar que é detentor de um poder sobre a mulher, inexistente, e que permite a ele praticar atos da pior espécie contra as vítimas!!!

“Parem! Basta de nos matar. Todas por elas! Chega de feminicídio” é um movimento que ocorrerá amanhã, 08/03, dia em que se “comemora” o dia internacional da mulher. Local: Boca Maldita, Curitiba, de 12h às 14h, para protestar essa covardia praticada contra as mulheres!

A Cobrapol apoia o movimento e rechaça qualquer tipo de violência praticada contra a mulher!

Primeiro Congresso de Forças de Segurança será no Museu Nacional de Brasília

Evento está marcado para os dias 05, 06 e 07 de maio e pretende juntar forças em torno de objetivos e problemas comuns a todos

O primeiro Congresso Nacional das Forças de Segurança Pública está marcado para os dias 05, 06 e 07 de maio, no Museu da República, em Brasília. Representantes da Confederação Brasileira dos Policiais Civis (Cobrapol), Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), e dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) definiram, em reunião nessa terça-feira (03), o local para o encontro que vai unir as três forças policiais. Além disso, estão sendo definidos o formato dos debates e os nomes dos painelistas e palestrantes. Foi a segunda vez que o grupo se reuniu para definir as estratégias para o Congresso.

A ideia é contar com a participação de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer a abertura do evento, no dia 05. Nos dias 06 e 07, o formato será de palestras com especialistas e jornalistas. No final, um debate e a redação de uma Carta com as conclusões dos debates. “A ideia é nos juntarmos para que tenhamos mais força para discutir assuntos e problemas relevantes para todos nós”, explicam os presidentes das entidades que estão convocando o Congresso.

Entre os temas, estão a Reforma da Previdência e seus impactos para a categoria; a implementação da porta de entrada única em cada uma das polícias, com promoções baseadas em mérito e capacitação do servidor; e o ciclo completo de investigação, em que o policial que presencia ou chega primeiro à cena do crime conduz a investigação.

Além dos três temas-chave, os policiais pretendem debater pontos comuns a todos, como proteção social para os agentes de segurança pública, plano de saúde, a reforma administrativa que o governo federal pretende levar ao Legislativo e outras matérias que tramitam no Congresso Nacional e podem impactar os policiais.

O Congresso de Policiais pretende convidar para os debates representantes de outras onze entidades de classe, incluindo os policiais legislativos e militares, agentes penitenciários e socioeducativos, servidores da Agência Brasileira de Inteligência, entre outros.

SOBRE A COBRAPOL

Fundada em agosto de 1991, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) é entidade de caráter nacional que atua na representação de uma categoria integrada por mais de 150 mil policiais em todo país. Dentre as principais áreas de atuação da Cobrapol, destacam-se a valorização dos policiais civis e a luta por uma segurança pública moderna e eficiente.

Fonte: Cobrapol/Fenbapef/FenaPRF

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Acompanhe a nossa TV Cobrapol:

COBRAPOL PARTICIPARÁ DE EVENTO INTERNACIONAL SOBRE SEGURANÇA PÚBLICA

O presidente da COBRAPOL, André Luiz Gutierrez, recebeu convite para participar de painel no evento WISP 2020 – Workshop Internacional de Segurança Pública, que será sediado no Centro de Convenções do Ramada Hotel § Suites Airpot Lagoa Santa, no município de Lago Santa (MG), nos dias 12 e 13 de março deste ano. Gutierrez debaterá o tema “A tendência de evolução do perfil do policial”.

A COBRAPOL colocou à disposição de seus dirigentes, bem como das entidades filiadas e policiais civis em geral, ingressos para participação no evento com um código promocional que concede um desconto de 20% para policiais civis de todo o Brasil. O link para acesso aos convites é https://wisp2020.eventbrite.com.br. Para utilizar o código promocional, basta digitar COBRAPOL2020 no campo específico antes de efetuar a compra. Já os detalhes e a programação estão disponíveis no link http://wisp.evento.net.br. Os participantes receberão um bônus promocional, que permitirá um desconto de 20% nos valores de acesso ao evento.

A abertura terá a presença do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, e de congressistas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, além palestras de representantes da Polícia Real do Canadá sobre o tema “Antiterrorismo”; da Polícia Federal do Brasil (tema: “Cooperação Internacional”) ; da LAPD – Polícia de Los Angeles (tema: “Cultura Profissional do Policial Norte-Americano”); da ICE – Agência Norte-Americana de Polícia Migratória (tema: “Tráfico de Pessoas”), e outras autoridades, especialistas da Polícia, da Justiça e do Ministério Público.

Segundo Gutierrez, “será uma honra participar de um evento como esse, a convite do seu organizador, Alair Martins, representando a COBRAPOL”, acrescentando que “será, certamente, uma oportunidade extraordinária para o intercâmbio de experiências, sempre no propósito de aperfeiçoar as instituições e suas ações no fortalecimento das políticas de segurança pública”.

Fonte: Comunicação COBRAPOL, com informações da WISP-Lagoa Santa.

Cobrapol mobiliza Policiais Civis do Brasil em campanha de doação de sangue

Por uma aposentadoria justa e uma pensão digna aos seus familiares, que Policiais Civis de todo o país foram aos hemocentros, bancos de sangue e hospitais, nesta quarta-feira (19), em mobilização nacional de doação de sangue como um gesto de solidariedade, a fim de chamar a atenção da sociedade a causa da categoria.

“O principal objetivo com a mobilização é unir a nossa luta a esse ato de solidariedade e de cuidado à vida. O policial civil doa a sua vida todos os dias pela sociedade, por esse motivo unimos essas duas importantes ações, reivindicar nossos direitos e ajudar a salvar vidas”, afirma o presidente da Cobrapol, André Luiz Gutierrez.

O movimento que é organizado pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis – Cobrapol, tem por objetivo manifestar a luta pela reconstitucionalização dos direitos dos Policiais Civis do Brasil, na PEC 133, em trâmite na Câmara dos Deputados.

O vice-presidente da Cobrapol, Giancarlo Miranda, enfatiza que “não podemos aceitar condições diferentes, se na prática correm os mesmos riscos que os militares. Lutaremos por nossos direitos até o fim”.

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#crimenãoescolhefardanemdistintivo
#luteagoraoumorratrabalhando

COBRAPOL repudia a agressão sofrida por representantes das associações dos PM’s/CE

A Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis – COBRAPOL, vem a público manifestar sua indignação e repúdio ao ato agressivo praticado pelo Senador, Cid Gomes (PDT/CE), sofrido pelos representantes das associações de Policiais Militares do Estado do Ceará.

A COBRAPOL considera inadmissível que este tipo de agressão contra trabalhadores continue a ocorrer no país e exige das autoridades apuração e punição imediata contra o autor desse ato.

Afirmamos ser inaceitável qualquer tipo de uso da força para realizar intimidação visando coibir o pleno exercício da liberdade de manifestação de cada um. No caso em comento, somente a justiça pode atuar, conforme preceitua a lei.

Consideramos que houve muita empáfia por parte do Senador ao dar um prazo e depois atacar os manifestantes com o uso desproporcional da força de uma retroescavadeira.

Repudiamos o ataque, pois consideramos a manifestação um meio de trazer à luz dos acontecimentos, a desvalorização da Segurança Pública como um todo, que vem sendo aplicada paulatinamente ao longo de décadas.

André Luiz Gutierrez
Presidente da Cobrapol

Futuro do trabalhador é discutido por entidades nacionais multisetoriais

Em reunião com representantes de entidades nacionais, na sede da Confederação Nacional em Estabelecimentos de Educação e Cultura – CNTEEC, em Brasília (DF), a COBRAPOL como participante, discutiu o futuro do trabalhador tanto da iniciativa privada, quanto da pública.

A reunião, que ocorreu na tarde desta terça-feira (18), contou com a presença de representantes de trabalhadores da iniciativa privada, do serviço e servidores públicos, da segurança pública, de representações classistas e organizações sociais.

Novas reuniões e estratégias deverão ser traçadas para esclarecer os trabalhadores com relação as reformas ocorridas e que ocorrerão, para que possam ter o conhecimento de fonte segura e não midiática.

Também participaram da reunião representantes do Fórum Sindical dos Trabalhadores-FST, da Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado – CONACATE , do Fórum Nacional Carreiras Típicas de Estado – FONACATE, da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal – FENADEPOL e da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários – FENAPRF.