Mulheres ganham 42,7% a menos que os homens

Mesmo com maior escolaridade e maior expectativa de vida, as mulheres brasileiras recebem 42,7% a menos que os homens. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Renda Nacional Bruta per capita (RNB per capita) das mulheres está em torno de US$ 10,073, enquanto a dos homens está em torno de US$ 17,566.

A desigualdade de renda é mais gritante ainda quando se compara os dados sobre escolaridade, onde a expectativa de uma menina que entra em idade regular no ensino é de permanecer estudando 15,9 anos, e ter uma média de ensino de 8 anos, enquanto para os meninos esse número cai para 14,9 anos e média de 7,7.

Os dados são do estudo: Indicadores e Índices de Desenvolvimento Humano: Atualização Estatística 2018, que mediu o IDH de 189 países do mundo. O Brasil teve uma pequena, quase imperceptível, melhora de 0,001, mantendo o 79º lugar no ranking de desenvolvimento humano, passando a 0,759. O índice é medido de zero a um, quanto mais próximo de 1 maior o desenvolvimento. São consideradas três categorias para sua construção: saúde, educação e renda.

Quando comparado com nossos vizinhos Latino Americanos, o Brasil ocupa o 5º melhor IDH, atrás do Chile (0,843), Argentina (0,825), Uruguai (0,804) e Venezuela (0,761). Se comparado aos países que fazem parte do MERCOSUL, o Brasil só fica na frente do Paraguai (0,702), na 110º posição do ranking mundial.

Dentre os países do BRICS, ficamos na frente da África do Sul (0,618), em 113º lugar, e Índia (0,427), na 130ª colocação. Rússia (0,816), que está trinta posições a nossa frente, na 49º lugar no ranking. China com IDH 0,502, (excluída Hong Kong) está na 86ª posição.

O Índice Desigualdade de Gênero avalia a situação da mulher no país, relacionando as mesmas três categorias: saúde, educação e renda. O Brasil ocupa o 94º lugar no ranking entre os 160 países relacionados, neste caso o IDH Brasileiro despenca para 0,407.

Além da maior escolaridade, as mulheres também vivem mais que os homens. Enquanto a expectativa de vida delas é de 79,3 anos, a masculina é de 72,1 anos.

JORNADA DUPLA – Em contrapartida, as mulheres “gastam” 13,3% mais tempo em afazeres domésticos do que os homens, trabalhando 4,3 vezes mais nessas funções. Esse número pode ainda ser maior, se considerada a subnotificação dessas atividades quando relacionadas aos cuidados parentais com filhos, idosos e familiares adoentados.

Outro aspecto a ser levado em consideração é a baixa participação política das mulheres nas cadeiras do parlamento brasileiro, onde apenas 11,3% dos assentos estão ocupados por elas. Este é o pior resultado da América do Sul e o terceiro pior da América Latina, ficando atrás apenas de Belize (11,1%) e das Ilhas Marshall, com 9,1% das cadeiras do parlamento.

Fonte: Portal HP

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *