Entidades reforçam criação de agenda positiva para tratar das demandas dos policiais

A COBRAPOL e representantes da FEIPOL-SUL, FEIPOL-NORDESTE, FEPOL-NORTE, FERPOL CENTRO-OESTE e SUDESTE, FENAPEF e FENAPRF se reuniram ontem com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que recebeu os sindicalistas, mas passou a condução da reunião para o secretário Executivo da pasta, José Levi. De antemão, ficou acordo que uma nova audiência será agendada para que os sindicalistas possam expor as demandas da categoria diretamente ao ministro.

 

Ao secretário Levi, o presidente da COBRAPOL, Jânio Bosco Gandra, reforçou a necessidade da implantação de uma Agenda Positiva para a discussão das demandas urgentes dos policiais, que inclui alterações na Lei Geral da Polícia Civil (PL 1949/2007); expansão do papel do Conselho Nacional de Segurança Pública (CONASP) na formulação das políticas na área de segurança pública; discussão da aposentadoria especial cheap mlb jerseys para os policiais, entre outras questões de igual importância.

Gandra também ressaltou o descontentamento da categoria com a forma omissa com que os governos estaduais e federal vêm lidando com as DE mortes sistêmicas de policiais. “O governo americano prestou homenagem aos policiais mortos nos ataques em Уведомление Dalas (Texas), inclusive com a presença do presidente Barak Obama. Somente o Rio de Janeiro e o Ceará já somam oito mortes de policiais, e não vemos a mesma postura dos governantes brasileiros”, afirmou Gandra. “O tratamento dos governantes norte-americanos demonstra o empenho para a valorização dos Policiais”, conclui. O presidente da COBRAPOL também questionou as propostas com do governo para o enfrentamento da criminalidade e para a redução da violência.

O presidente da FENAPEF, Luiz Antônio Boudens, demonstrou preocupação direta com todos os problemas acumulados na Segurança Pública, explicou que a Polícia Federal sempre trabalhou junto do Governo Federal, mas chamou a atenção para a omissão das instituições governamentais. Ele também afirmou que a Força Nacional deve ser extinta e pediu o combate às Leis Available! 12.830 e 13.047, que fogem à legalidade e normalidade. “Devemos considerar ainda que o trabalho em equipe é primordial, por isso, o MJ deve barrar projetos dessa natureza”, afirmou.

O representante da FENAPRF, Jesus Castro Caamaño, endossou as palavras dos sindicalistas wholesale nfl jerseys que o antecederam e voltou a cheap nfl jerseys chamar a atenção para os números alarmantes de mortes de Policiais. “O índice da população é em torno de 28 homicídios por 100.000 habitantes, enquanto para os policiais, esse índice é muito mais alarmante e assustador, chegando a 88 homicídios por 100.000 habitantes”, afirmou, acrescentando que o sistema de segurança pública é ineficiente e que atualmente, os policiais são reféns da criminalidade. Ele também reforçou o pedido de extinção da Força cheap mlb jerseys Nacional.

O presidente da FEIPOL SUL em exercício, Anderson Vieira Amorim, alertou da necessidade da mudança urgente nos modelos de polícias, pois é um modelo arcaico e falido, que vem desde 1808. Ele também informou ao secretário sobre a criação do Instituto Internacional de Ciências Policiais, que visa exatamente trabalhar esses novos modelos. Anderson ainda solicitou que o MJ olhe com carinho para a inclusão dos termos “paridade e integralidade” na LC 144.

O presidente do SINPOL-SE, José Alexandre, chamou a atenção para a necessidade de apoio a PEC 24, para a formação de uma agenda positiva com o MJ. Já o diretor do SINPOL-GO, Antônio da Costa e Silva Neto, endossou algumas falas dos demais e acrescentou sobre a necessidade de se rever o tal monopólio das armas e a abertura do mercado. O presidente do SINPOL-GO, Paulo Sérgio Alves de Araujo, informou que Goiânia infelizmente figura como a 23ª capital mais violenta do mundo e até agora já foram confirmadas oito mortes de policiais, chamou a atenção para o descaso com as polícias de Goiás por parte do governo estadual, rebaixando os seus salários, mesmo com a previsão de irredutibilidade de salários, o que tem causado extrema indignação dos policiais daquele estado.

O presidente do SINPOL-MS, Giancarlo Corrêa Miranda, chamou a atenção para os problemas de fronteiras, onde acontecem o extermínio de policiais sem apoio Συρματοπλ?γματα algum dos governos, a necessidade de reforço imediato nas fronteiras, pois o crime está se espalhando e os policiais estão sendo deixados de lado pelo poder público.

O secretário-executivo do MJ, José Levi, agradeceu a presença de todos, afirmando a necessidade de vários debates a curto, médio e longo prazos. Afirmou ainda que anotou todos os pleitos é que encaminhará detalhadamente ao ministro da Justiça, dando ênfase à questão das aposentadorias.

Por Giselle do Valle

Fonte: Imprensa Sindsep-DF