FST elege nova coordenação e busca reforçar luta por direitos

O próximo ano será decisivo para o movimento sindical. Por isso, o Fórum Sindical dos Trabalhadores precisa reforçar seu papel como instrumento de resistência dos trabalhadores contra os ataques a direitos. É o que defende o professor Oswaldo Augusto de Barros, eleito na última semana coordenador nacional do FST, em reunião em Brasília (foto).

O sindicalista preside a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC).

A Agência Sindical conversou com o dirigente, que destacou a importância do Fórum buscar protagonismo. “A situação política do País é propícia a uma devassa de direitos que não foram atingidos pela reforma trabalhista do Temer. É preciso enfrentar isso com maturidade, com ações inteligentes. Entendo que temos experiência para isso”, aponta.

Para o coordenador do FST, integrado também pela COBRAPOL, a superação dos problemas atuais exigirá diálogo na relação capital-trabalho, pois as dificuldades serão para os dois lados – trabalhadores e empresários.

“Se, no primeiro momento, a classe trabalhadora foi a mais prejudicada, os empresários também já começam a sentir os efeitos negativos da lei trabalhista. Temos pela frente um período muito difícil, mas não impossível de superar”, avalia Oswaldo Augusto de Barros.

O dirigente observa que a situação exige um realinhamento de posições. Segundo ele, a imagem ora difundida de que todo Sindicato de trabalhador é “vermelho” precisa ser desmistificada. Por outro lado, ele adverte, não ser admissível dar guarida a concepções que consideram “que o lucro é filho do capeta”.

Reformas – O coordenador do FST defende amplo trabalho junto às lideranças políticas, visando reverter os efeitos das reformas e preparar o caminho para uma evolução de ideias.

Fonte: Agência Sindical

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