Economia continua no fundo do poço, diz IBC-Br

O Banco Central divulgou nesta semana o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de novembro em relação a outubro, com uma variação de apenas 0,49%, praticamente ZERO. No acumulado de janeiro a novembro, a economia continua no fundo do poço, com uma variação de 0,97%.

O índice do BC é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) apurado pelo IBGE.

Esses resultados vêm na sequência de três anos de retração da economia. Em 2014, o Produto Interno Bruto cresceu 0,5%, em 2015 teve uma queda brutal de 3,5%, repetindo o desastre em 2016 com 3,6% de encolhimento. Confirmando-se a estimativa do governo do PIB de 2017 em 1,1%, estaremos acumulando, ainda, mais de 6,0% de retração no período.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Já o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, diferente do índice divulgado pelo IBGE, ainda que seja considerado uma “prévia” do PIB.

A economia brasileira em vários momentos no passado, conseguiu sair de PIBs, até muito baixos, e recuperar de um ano para outro percentuais superiores a 5% de crescimento, até por anos seguidos.

O que fica provado é que o governo fez uma opção de atender aos bancos, arrochando toda economia para manter os juros nas alturas. Os estragos mais evidentes resultantes desses PIBs são os mais de doze milhões de desempregados,o abandono dos serviços de saúde, educação e segurança, o endividamento das famílias, com um esgarçamento nunca visto do tecido social.

Para piorar, a indústria, que é o carro chefe do desenvolvimento de qualquer economia sadia, foi o setor atingido com maior violência nesse processo, com quedas muito acima das registradas pelo PIB. A recessão iniciada em 2014 levou a produção industrial brasileira no ano seguinte ao maior recuo em 12 anos, uma retração de 8,3% em 2015 e em 2016, a uma queda de 6,6%. E em 2017, continuou no fundo do poço.

 

Fonte: Comunicação COBRAPOL

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