Contra a criminalização da greve no estado do Amazonas

A COBRAPOL se solidariza com o Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (SINPOL-AM) e a categoria por ele representada, e ao mesmo tempo, repudia as tentativas do governo e da Justiça estadual de criminalizar a greve do setor, aprovada em assembleia na quarta-feira (18) para ser deflagrada por tempo indeterminado a partir do dia 25.

Uma semana antes do início do movimento, o Tribunal de Justiça do Estado concedeu liminar preventiva impetrada pelo Governo do Estado impedindo a realização da greve, indicando ainda em seu teor que, em caso de desobediência o SINPOL-AM fica sujeito à multa de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) por dia de paralisação. A liminar ainda autoriza o governo a realizar o desconto dos dias parados nos salários dos servidores que aderirem ao movimento.

A greve é para cobrar do governo o cumprimento da lei estadual 4.059/14, que concedeu aos servidores reajuste em quatro parcelas, sendo que a terceira deveria ser paga nos contracheques de janeiro de 2017, mas o governo do Amazonas já declarou a impossibilidade de fazer o repasse e transferiu um possível pagamento para o mês de abril. Em entrevista para a Confederação, o presidente do SINPOL-AM, Moacir Maia, informou que para evitar o boicote ao movimento grevista, o sindicato já ingressou com recurso para suspender a liminar.

A assembleia que aprovou a greve contou com a participação de cerca de 600 policiais. A expectativa é de que pelo menos dois mil policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães participem do movimento. Apenas os procedimentos de prisões em flagrantes serão realizados durante a greve.

Por Giselle do Valle
Fonte: Imprensa COBRAPOL