COBRAPOL RECHAÇA MANIFESTAÇÃO IRRESPONSÁVEL, LEVIANA E MESQUINHA DE DELEGADO DE MATO GROSSO

A COBRAPOL vem a público repudiar as recentes manifestações do delegado Fernando Flávio Stringueta, coordenador do GCCO, órgão da Polícia Civil de Mato Grosso encarregado de investigar as graves denúncias de ameaça à vida das policiais civis Edleusa Mesquita, presidente do SINPOL-MT, e Débora Aguiar, Tesoureira da entidade.

Nos dias 24 e 25 de novembro, juntamente com demais dirigentes da COBRAPOL e da FEIPOL-CON, estivemos na capital mato-grossense com o objetivo de solicitar das autoridades locais a apuração rigorosa dessas ameaças, a partir de fortes indícios relacionados a prisões ocorridas, naquele Estado, no dia 12 de novembro, de policiais fortemente armados e a informações de que os mesmos estariam planejando um atentado contra as policiais.

Saímos de Cuiabá com o compromisso dessas autoridades de investigar a fundo os lamentáveis acontecimentos, no entanto, agora, o delegado Stringuetta, responsável pelo órgão que apura o fato, fez uma série de declarações, já devidamente rechaçadas pela presidente da FEIPOL-CON, Marcilene Lucena, que merecem também nosso repúdio, pela sua mesquinhez, irresponsabilidade e leviandade.

O aludido delegado “descartou” liminarmente qualquer possibilidade de que Edleusa Mesquita e Débora Aguiar tenham sido ameaçadas mesmo antes da conclusão das investigações, desqualificando os autores da denúncia. Como responsável maior pelo órgão que conduz as investigações, deveria, por uma questão de responsabilidade, esperar a conclusão do inquérito, a não ser que não esteja disposto de ir a fundo nas apurações, temeroso pelo seu desfecho. Além de irresponsabilidade, essa atitude tem outro nome no serviço público: prevaricação!

O delegado também foi leviano e mesquinho quando afirmou que as policiais promoveram uma verdadeira “balbúrdia” ao mobilizarem o “sindicato nacional” da categoria, referindo-se à COBRAPOL, e a FEIPOL-CON, o que ocorreu tão-somente com o objetivo de reforçar as providências solicitadas às autoridades estaduais e repudiar toda e qualquer ameaça à integridade física das dirigentes sindicais, aconteçam em qualquer parte do território nacional.

Esperamos que a Direção Geral da PC de Mato Grosso tome providências em relação às infelizes declarações do delegado Stringuetta que, por si só, representam uma agressão à própria Polícia Judiciária, às policiais que foram vítimas da ameaça e às entidades que representam a categoria no Estado, na região e no país. Da mesma forma, apelamos ao Ministério Público para atuar no sentido de não permitir que posturas como essa comprometam o bom desfecho da investigação, doa a quem doer.

Brasília (DF), 30 de novembro de 2020

ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente