Sistema de Segurança e de Justiça do PI anuncia paralisação das atividades

Policiais civis farão assembleia geral no dia 15, no auditório do Centro de Artesanato

 

Todo o sistema de segurança do Piauí anunciou paralisação das atividades ainda este mês. Os policiais militares marcaram assembleia geral da categoria para o dia 9, no Clube de Cabos e Soldados. Os policiais civis também anunciaram indicativo de greve a partir do dia 15, após a assembleia deles no auditório do Centro de Artesanato. E os agentes penitenciários também anunciaram que farão indicativo de greve.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (SINPOLPI), Constantino Júnior, disse que os policiais civis ainda vão recorrer ao Judiciário alegando que o Governo descumpriu um acordo judicial sobre o dissídio coletivo. Segundo ele, o acordo foi feito em 2015 prevendo reajustes salariais em 2016, 2017 e 2018 e nenhum deles foi cumprido.

A categoria reivindica que o governo cumpra o acordo feito durante o movimento no ano de 2015. Na época, o Estado pediu a ilegalidade do movimento junto ao Judiciário. “O acordo foi assinado pelos secretários Franzé Silva, Fábio Abreu e Rafael Fonteles. Agora vamos pedir o cumprimento do acordo, até porque, por se tratar de uma determinação judicial não tem restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tivemos uma audiência entre os representantes do Governo e o desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar para tratar do assunto e vamos pedir a execução do acordo”, explicou Constantino Júnior.

“Depois de três anos esperando que o governo honre com seus compromissos, entendemos que chegou o momento da categoria se manifestar politicamente com a realização de uma paralisação em todo o Piauí”, afirmou o presidente do SINPOLPI.

Com o movimento, o sindicalista informou que as delegacias vão deixar de fazer boletim de ocorrências e vai atender apenas casos excepcionais que envolvam crimes contra a vida, estupro, e crimes contra idosos, crianças e adolescentes.

O presidente da Associação dos Militares do Estado do Piauí (Amepi), Major Diego Melo, informou que a categoria se reúne no dia 9, às 16h, nos Cabos e Soldados, em assembleia para se posicionarem sobre uma mobilização dos militares, alegando que o governo do Estado não cumpriu o acordo de pagar o reajuste dos PMs, desde 2015.

“Os salários estão defasados e a inflação correu ainda mais. A nossa defasagem já tem três anos e o governo se nega a negociar conosco. Faremos essa mobilização com as operações sociais. Estamos em estado de necessidade”, adiantou o oficial Diego Melo.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários também está em mobilização por paralisação, com assembleia geral marcada para o dia 20, a partir das 9h, na sede do sindicato, segundo o presidente José Roberto Pereira da Silva. Com isso, todo o sistema prisional e de segurança do Estado está com as atividades paralisadas ainda este mês.

 

Governo descumpre decisão judicial

 

Na última quinta-feira (22) o Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Piauí (SINPOLPI) esteve em audiência no Tribunal de Justiça do Estado do Piauí com os secretários de segurança, Fábio Abreu, e de administração, Franzé Silva, tendo como conciliador o desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar (foto). A sessão tratou sobre o processo de dissídio coletivo de greve Nº 2015 0001 004632-5.

Sobre o dissídio coletivo de greve o presidente do SINPOLPI, Constantino Júnior, explica que se deu em razão do movimento paredista realizado ainda no ano de 2015, em que o Estado do Piauí buscou a ilegalidade do movimento junto do poder judiciário. Por conta disso, as partes – sindicato e governo – sentaram para produzir uma composição, que deu origem ao acordo de 12 itens. O governo cumpriu a maioria, mas deixou alguns itens como o pagamento da insalubridade para policiais civis aptos ao recebimento, principalmente aqueles lotados nas cidades do interior, – Paulistana e Piracuruca – além do envio de um projeto de lei sobre o reajuste salarial para a categoria, referente aos anos de 2016, 2017 e 2018, tendo como base a relação entre o maior e menor salário dentro da carreira Polícia Civil.

“Com essa audiência, infelizmente, não chegamos a nenhum tipo de acordo, principalmente por intransigência do secretário de administração Franzé Silva, que reluta em cumprir ordens judiciais. Ao finalizar a audiência e confeccionar a ata, o desembargador deixou claro que não houve acordo e, por conta disso, iremos peticionar, junto ao processo, solicitando ao desembargador relator que se manifeste nos pontos da nossa execução. Depois de três anos esperando que o governo honre com seus compromissos, entendemos que chegou o momento da categoria se manifestar politicamente com a realização de uma paralisação em todo o Piauí”, revelou o presidente.

Ainda na última terça-feira (27) houve uma reunião na sede do SINPOLPI entre os diretores para definir detalhes sobre a realização de assembleia geral extraordinária com a categoria, que tratará sobre os próximos passos em relação aos embates com o governo. Todos os policiais civis estão convocados para o próximo dia 15 de março de 2018, ao auditório do Centro de Artesanato de Teresina, a partir das 8h da manhã, a fim de deliberarem sobre a continuidade da paralisação.

“Esperamos que todos os policiais civis possam comparecer à nossa assembleia geral extraordinária, pois vemos não há interesse do governo do Estado em realizar nenhum tipo de política de valorização salarial aos policiais civis e, até mesmo, de todo o sistema de segurança pública. Nós não podemos ficar de braços cruzados enquanto vemos a falência da nossa Instituição com o completo descaso do governo”, finalizou o presidente.

 

Fonte: SINPOLPI

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