PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PARALISAM ATIVIDADES E FAZEM PROTESTO EM TODO PAÍS. COBRAPOL ORGANIZA E PARTICIPA DAS MANIFESTAÇÕES!

Profissionais de segurança pública de todo país realizaram nesta segunda (13), em todo país, paralisações e manifestações contra o desmonte previdenciário e em defesa do direito à aposentadoria diferenciada em razão das atividades de risco que desenvolvem.

 

A COBRAPOL, ao lado das demais entidades que integram a União dos Policiais do Brasil (UPB), organizou e participou de todos os atos e paralisações em vários estados brasileiros  em protesto contra a PEC 6/2019 que, na prática, impede os trabalhadores da segurança pública de terem direito à aposentadoria com a imposição da idade mínima e a elevação do tempo de contribuição.

 

No caso dos policiais, a proposta estabelece idade mínima de 55 anos para todos os policiais, sem regras de transição para quem está atualmente próximo da aposentadoria, e exige um tempo mínimo de contribuição de 30 anos para homens e 25 para mulheres. Consta ainda na proposta a possibilidade de aumento da idade mínima, de acordo com o aumento da expectativa de vida da população.

 

Além do risco de morte, a atividade policial é considerada a mais estressante do mundo por vários estudos em razão do nível de tensão, exaustivas jornadas de trabalho, serviço noturno, risco da atividade, peso dos equipamentos, entre outros fatores.

 

O presidente da COBRAPOL, André Luiz Gutierrez, avaliou, no final do dia de ontem, como “extremamente positivo o movimento: foi um recado que enviamos ao governo e aos parlamentares federais de que não aceitaremos essa violência contra o direito sagrado de nossos policiais se aposentarem. Trata-se, repetimos, de um direito e não um privilégio. Um direito reconhecido pela sociedade e que, esperamos, seja também reconhecido pelas autoridades do Executivo e do Legislativo”, sentenciou.

 

Gutierrez avalia que , “diante desse cenário, precisamos manter a vigilância, aprofundar nossa mobilização e fazer tudo que for necessário para defender esse direito”.

 

Em São Paulo, policiais fizeram um ato no município de Campinas, organizado pelo Sindicato dos Policiais Civis da Região de Campinas (Sinpol).

 

“Esta manifestação é institucional porque perdemos todos os direitos conquistados há décadas e perderemos todos na reforma da Previdência, chegando a atingir até mesmo nossos familiares, visto que, dentre as perdas está o corte da pensão em 50% caso viermos a faltar, nossos familiares poderão passar seríssimas necessidades financeiras”, informou nota do sindicato.

 

“A reforma está fazendo um estrago muito grande entre os policiais. O presidente Bolsonaro sempre disse que os policiais devem ser mais bem tratados no país. Se ele vai começar acabando com a nossa aposentadoria, é muito difícil entender a motivação”, afirmou o presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), Edvandir Paiva.

 

Policiais civis do Rio Grande do Sul também  paralisaram atividades na tarde desta segunda-feira (13). Conforme o sindicato da categoria, o ato começou às 13h e seguiu até as 18h em todo o estado.

 

No período, a orientação foi para que não houvesse cumprimento de mandados de busca e apreensão nem de prisão, operações policiais, entrega de intimações, circulação de viaturas pelas ruas, entre outros serviços (veja abaixo). As delegacias só atenderam flagrantes e casos graves.

 

Em Porto Alegre, a mobilização foi em frente ao Palácio da Polícia. O ato na Capital marcou o início da paralisação da categoria no estado. Em Santa Maria, na Região Central, mesmo com a chuva, aproximadamente 70 policiais se reuniram em frente à delegacia de pronto atendimento, no Centro da cidade.

 

Nos municípios de Lajeado, Estrela e Teutônia, também ocorrem paralisações parciais, com atendimentos somente nos casos de emergência. “Somos contra essa proposta do governo que se elegeu em cima da pauta da segurança, mas só está tirando direitos dos policiais. Vamos manter aqui a mobilização e no dia 21 de maio vamos à Brasília em protesto contra essa reforma”, afirma Emerson Ayres, presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinpol-RS) e da Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais da Região Sul (Feipol-Sul), e dirigente da COBRAPOL.

 

No Rio Grande do Norte os policiais civis fizeram uma caminhada no centro da capital e algumas delegacias foram fechadas em Natal e Mossosó.

 

Os policiais de Alagoas também aderiram ao protesto e paralisaram os serviços na tarde de desta segunda-feira em diversas cidades. Além disso, em Maceió aconteceu uma manifestação em frente à Central de Flagrantes I, no bairro do Farol.

 

O presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, destacou que o Sindicato seguiu a orientação da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol). De acordo com ele, as Forças de Segurança Pública não vão aceitar o tratamento diferenciado com as Forças Armadas, visto que os policiais civis, policiais federais e policiais rodoviários federais serão prejudicados, enquanto as Forças Armadas serão beneficiadas com os direitos previdenciários, com integralidade para aposentados e as viúvas, além do aumento salarial através de realização de cursos.

 

Seguem imagens das paralisações e protestos que aconteceram ontem em todo país

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Comunicação COBRAPOL, com informações dos Estados

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