País exige apuração do assassinato de vereadora e motorista

A situação dramática por que passa o povo e o país, fruto da política de sangrar a sociedade, desmantelar os serviços à comunidade, inviabilizar a segurança pública, fechar escolas e hospitais, para engordar o sistema financeiro, está passando de todos os limites. A barbárie parece que está querendo sentar praça por aqui. O desgoverno chega a tal ponto que integrantes da bandidagem acham que têm espaço para fuzilar, bem no centro do Rio de Janeiro, a vereadora Marielle Franco.

Milhares de pessoas tomaram as ruas nas principais capitais do país para dizer que isso não vai ficar assim. O que ecoou em todos os cantos foi o grito de ‘basta’! O povo exige o governo tome providências e esclareça tudo imediatamente. O que o Brasil está exigindo é que as “autoridades” passem das palavras e das promessas sem fim e sem consequências, para a ação concreta, para o esclarecimento e a punição imediata dos assassinos. Que sejam punidos, sejam eles de facções, de milícias ou de qualquer outra quadrilha, que inferniza a vida da população do Rio de Janeiro.

Em São Paulo, uma multidão tomou conta da Avenida Paulista exigindo punição para os assassinos da vereadora. Uma outra manifestação contra a reforma da Previdência municipal em São Paulo também se juntou na Paulista para protestar contra o assassinato do Rio. O povo está dizendo nas ruas que é necessário que se esclareça imediatamente quem foram os autores e os mandantes deste bárbaro assassinato, à queima roupa, de Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido na noite de quarta-feira (14), na região central do Rio.

No Congresso Nacional também houve manifestação de protesto contra o assassinato da vereadora do PSOL. Vários parlamentares usaram a tribuna para exigir investigação imediata e a punição exemplar para os assassinos de Marielle e de Anderson Gomes.

A sessão do TSE também aprovou uma moção de condolências aos familiares da vereadora e registrou em ata, por iniciativa do presidente do órgão, ministro Luiz Fux, o repúdio ao bárbaro crime que chocou o país. Todos os juízes do Supremo Tribunal Federal se pronunciaram  durante a sessão do dia de hoje, (quinta-feira) sobre o crime. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, disse que “com ela [Marielle] morre um pouco de nós”. Ela disse também que “vai ficar viva entre nós a sua luta por justiça e a igualdade”.

A Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, foi até o Rio de Janeiro e defendeu que a investigação do caso seja federalizada. O Secretário de Segurança do Rio, afirmou que o órgão vai conduzir as investigações mas que toda a ajuda que vier será bem vinda.

Este episódio, e a reação que ele provocou, deixa claro para todos que não haverá mais espaço para a enrolação que os atuais governantes vêm fazendo. Marketagens, conversas fiadas e oportunismos no combate à violência não serão mais tolerados pela população. O povo exige investimentos pesados nos serviços públicos, particularmente na segurança pública, que, como tudo o mais, está sucateada, corrompida e desmantelada.

As ações, tão superficiais quanto inócuas do governo, como, por exemplo, improvisar o Exército como polícia, jogando-o nas comunidades para exercer, sem condições adequadas, o combate ao crime organizado, não convencem mais ninguém. Jogar os soldados para o enfrentamento às quadrilhas sem que eles tenham treinamento para isso, sem que haja uma ação conjunta do Estado nessas mesmas comunidades, não vai resolver nada. O tempo que foi dado ao governo para tomar as providências reais, as providências que realmente resolvem, e não as encenações e a demagogia, acabou.

A ineficácia das decisões anunciadas pelo Planalto na área da segurança, que visavam apenas desviar a atenção do país sobre os graves problemas, inclusive criminais, enfrentados pela cúpula do governo e do Congresso Nacional, ficou evidente com esse episódio do assassinato.

A ausência dos investimentos públicos e o sucateamento das policiais Civil e Militar, denúncias feitas há tepos pela COBRAPOL e outras organizações sociais, estão entre as causas da crise. Esses investimentos são absolutamente necessários para a recuperação real da capacidade do Estado de enfrentar a crise na segurança pública e os graves problemas sociais advindos da recessão e da atual política econômica.

Os bandidos estão achando que há espaço para seus crimes e para sua impunidade. Por isso, a população foi para as ruas. Não está pedindo. Está exigindo justiça.

Fonte: Comunicação COBRAPOL

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