MILHARES DE MANIFESTANTES EM BRASÍLIA EM DEFESA DA APOSENTADORIA POLICIAL

Relator na Comissão Especial mantém rejeição da Emenda 145 que assegura o regime diferenciado para os profissionais de segurança. COBRAPOL fará análise jurídica e definirá os próximos passos da luta

Milhares de trabalhadores policiais civis, federais, rodoviários federais, guardas municipais, agentes penitenciários e socioeducativos participaram, hoje (2), em Brasília, de um grande ato em defesa de uma aposentadoria digna e justa para os profissionais da segurança pública (fotos/vídeo).

A COBRAPOL participou do ato através de vários dirigentes, entre os quais o presidente André Luiz Gutierrez, e lideranças de federações e sindicatos de todo país.

Durante o ato, foram vários os pronunciamentos denunciando o fato do presidente Bolsonaro não cumprir com a sua palavra na garantia do regime diferenciado para as categorias policiais, especialmente no pleito pela integralidade e paridade da pensão em caso de morte dos policiais em serviço.  “Bolsonaro traidor”, bradavam os manifestantes.

Os presentes também ressaltaram as atividades de risco desempenhadas pelos profissionais de segurança como motivação central para a aposentadoria diferenciada. “Com essa proposta que aí está, considerada a pior aposentadoria policial do mundo, vamos retroagir em matéria de segurança pública, pois haverá um desestímulo brutal ao ingresso na carreira policial, ou seja, é o nosso futuro que está em jogo, principalmente o da sociedade, que ficará mais desprotegida”, afirmou Gutierrez.

VOTO COMPLEMENTAR – O relator da reforma da Previdência (PEC 6/19), deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), fez leitura nesta terça (2) do Voto Complementar ao parecer apresentado por ele no dia 13 de junho. Em princípio, manteve a rejeição à Emenda 145 que previa o regime diferenciado para as categorias policiais.

O relator manteve na Constituição a idade mínima para aposentadoria de servidores públicos da União, que será de 65 anos para o homem e 62 anos para a mulher – atualmente, os patamares são, respectivamente, 60 e 55 anos. Samuel Moreira reintroduziu no substitutivo a possibilidade, originalmente apresentada pelo Poder Executivo, de cobrança de contribuições extraordinárias aos regimes próprios de previdência social.

Parlamentares que se opõem à reforma da Previdência utilizaram recursos regimentais para adiar o início da leitura da complementação de voto. O próprio presidente da comissão especial, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), leu a ata da última reunião, a fim de agilizar os trabalhos. Antes de o relator apresentar a complementação de voto, foram analisados requerimentos para retirada de pauta.

Segundo Gutierrez, “a COBRAPOL, bem como as demais entidades que integram a UPB, fará uma análise jurídica do complemento de voto, pois, infelizmente, apesar de todas as promessas, as aposentadorias dos policiais civis e demais operadores da segurança pública continuam ameaçadas, e, a partir daí, definiremos os próximos passos de nossa luta”.

O dirigente lembrou que os deputados Hugo Leal (PSD) e Léo Moraes (Podemos-RO) apresentaram Destaques à Emenda 145 “que esperamos aprovar na Comissão Especial, pois o número de parlamentares que assumiu o compromisso de votar nossa emenda é o suficiente para aprová-las”.

 

Fonte: Comunicação COBRAPOL

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