Entidades denunciam que intenção da reforma é privatizar a Previdência

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal realizou, nesta segunda-feira (19), no auditório Petrônio Portela do Senado Federal, a primeira audiência pública do ciclo de debates que tem como objetivo discutir “A Previdência que Queremos”. Participaram do encontro, no Auditório Petrônio Portela do Senado, representantes de centrais sindicais, de movimentos sociais e de entidades que integram a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social.

O encontro foi marcado por fortes críticas à reforma previdenciária e pedidos de resistência e luta por parte da população brasileira. O senador Paulo Paim (PT-RS), autor do requerimento para a realização das audiências públicas, criticou duramente a tentativa de reformar a Previdência Social. “É um desrespeito ao povo brasileiro. E eu espero que essa molecagem e a própria reforma da Previdência vá mesmo é para a lata do lixo, que é isso que ela merece”, disse.

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Floriano Martins, afirmou que a intenção da reforma é privatizar a Previdência Social. “Não precisa de nenhuma reforma, quanto mais essas que vem unicamente para introduzir essa dimensão dos bancos gerindo nossa Previdência, nosso futuro”, denunciou.

CLATE – O representante argentino no evento, presidente da Confederação Latino-Americana dos Trabalhadores Estatais – CLATE, Julio Durval Fuentes, apresentou as estratégias de resistência da nação vizinha contra as tentativas de modificação da legislação previdenciária argentina. Na oportunidade, um documentário (assista abaixo) foi exibido aos participantes apresentando a forte resistência sindical e popular, bem como o uso truculento das forças de segurança contra manifestantes contrários à reforma conduzida pelo governo de Mauricio Macri.

FST – O coordenador nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), presente ao encontro, falou em nome das confederações nacionais de trabalhadores que integram o órgão e também denunciou a tentativa do governo aprovar a reforma mesmo com a intervenção no Rio: “Vejam em que ponto chegamos. O presidente da Câmara dos Deputados quando fala parece que está falando em nome do Executivo. Onde está a independência dos poderes da República?”, questionou.

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