Cobap: ‘Governo faz maquiagem para aprovar reforma diabólica’

A Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap) classificou as novas mudanças anunciadas pelo relator da reforma da Previdência, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), como “maquiagem”.

A alteração no texto da PEC 287, que institui a reforma, consiste em conceder pensão integral para os cônjuges de policiais federais, rodoviários, civis e legislativos mortos em serviço.  Ainda este mês, Maia chegou a declarar que faria uma regra de transição para os servidores e permitiria o acúmulo de benefícios, na tentativa de angariar mais votos para aprovar a PEC, porém não passou de promessa.

Com a mudança anunciada, caso seja aprovada, a integralidade da pensão levará em conta a data de entrada do policial no serviço público. Isso porque os servidores que entraram após 2003 não têm integralidade na aposentadoria. “Tudo isso é maquiagem. O governo está desesperado e está sendo pressionado pelos banqueiros internacionais. Eles não têm votos suficientes para aprovar essa maldita reforma”, alertou Warley Martins, presidente da COBAP.

Desde que foi anunciada, a reforma já sofreu diversas alterações, com o governo desistindo de diversos pontos, como a alteração do Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a pessoas com deficiência e pessoas com mais de 65 anos que não têm meios de se manter, o qual anteriormente seria mudado para 70 anos.

O foco da reforma, no entanto, permanece inalterado. A idade mínima para se aposentar será ainda instituída em 62 anos para mulheres e 65 para homens. Com esses fatores, o acesso ao beneficio permanecerá inalcançável – ou alcançável pela hora da morte.

 

Fonte: Portal HP

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