Ceará: novos policiais civis estão sem armas para trabalhar

No Ceará, um mês após 646 policiais civis terem sido empossados, muitos deles ainda não começaram a exercer suas funções.  O que impede parte dos servidores a iniciar o trabalho nas delegacias da Polícia Civil do Ceará e reforçar a Segurança Pública do Estado é a falta de armas.

Um ofício com o nome da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e das vinculadas Delegacia Geral de Polícia Civil e Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) começou a circular, na última quarta-feira (18), em caráter de urgência, para alertar os delegados titulares sobre a decisão de adiar o início dos trabalhos (foto).

O documento, assinado pelo delegado geral da Polícia Civil, Everardo Lima, afirma que “os novos policiais civis, recém-empossados, exercerão suas atividades, em delegacias, somente após o recebimento do devido armamento, cujo equipamento está sendo providenciado com a devida urgência”.

Um policial civil empossado nesta última turma, que preferiu não se identificar, contou ao Diário do Nordeste que “alguns delegados, inspetores e escrivães já estão em atividades. Mas tem muitos sem trabalhar. O que foi passado para a gente é que, talvez, até o fim deste mês o problema das armas seja resolvido”.

O entrevistado é um destes que está “em casa”, recebendo os vencimentos de servidor público do Ceará e no aguardo de receber alguma informação sobre o primeiro dia de atividade.

Segundo ele, “o problema é porque o Estado comprou novas armas e está esperando chegar. Os novos policiais que já estão trabalhando é por conta de uma quantidade reduzida de armas que a PC tinha à disposição”.

Aquisição – Questionada sobre o assunto, a Secretaria da Segurança esclareceu que o processo de aquisição de 4.100 armas para estruturar a Polícia Civil e a Polícia Militar do Estado foi finalizado antes da nomeação dos novos policiais. Porém, a Pasta informou, em nota, que a licitação do armamento tem moldes internacionais e houve trâmite burocrático com o Exército Brasileiro para liberação dos armamentos produzidos no exterior.

“O secretário adjunto da SSPDS, Alexandre Ávila, esteve no Exterior para acompanhar a liberação dos equipamentos. A previsão é de chegada das armas para o início da próxima semana”, prometeu a Pasta.

A reportagem também questionou à assessoria da Secretaria sobre quantos recém-empossados ainda não estão exercendo as atividades devido à falta de armas, porém a única resposta obtida foi que “parte deles já está desenvolvendo suas atividades, com todos os equipamentos necessários”. “Já o restante deve entrar em atividade até o fim do mês”, completou.

O servidor entrevistado pela reportagem revelou que foi informado a respeito da falta de armas por outros policiais civis, mas não chegou a receber nenhum comunicado oficial de uma autoridade da Instituição. “Essas armas eram para ter chegado há muito tempo, para quando chegássemos já tivessem disponíveis. Mas houve esses entraves jurídicos”, concluiu.

Espera – A vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol-CE), Ana Paula Cavalcante, afirmou que o Sindicato foi informado extraoficialmente que as armas já estão sendo despachadas e, enquanto isso, os novos policiais civis devem participar de palestras de capacitações.

Empossados há um mês, 86 delegados, 188 escrivães e 372 inspetores compõem a segunda turma do último concurso da Polícia Civil do Ceará, convocados pelo governador Camilo Santana ainda no ano passado.

Os novos policiais devem reforçar o trabalho da Polícia Judiciária na Capital, RMF e Interior, inclusive para possibilitar a ampliação das delegacias 24 horas.

Fonte: Diário do Nordeste

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