Câmara retoma hoje discussão sobre a PEC da prisão em 2ª instância

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados volta a se reunir nesta manhã para tentar votar o parecer da deputada Caroline de Toni (PSL-SC), à proposta de emenda à Constituição que autoriza a execução da pena de prisão após condenação em segunda instância (PEC 410/18).

Entenda o caso
Hoje, a Constituição diz que o réu só pode ser considerado culpado após o trânsito em julgado, ou seja, após o esgotamento de todos os recursos em todas as instâncias da Justiça.

Até semana passada, o STF adotava um entendimento que permitia a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância.

Polêmica
Os debates sobre o assunto dominaram a reunião da CCJ ontem. “A Câmara não pode tomar uma decisão com base em uma pessoa. Só falta eles chamarem essa proposta de PEC contra o Presidente Lula”, criticou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Lula foi beneficiado pela nova decisão do STF e solto na sexta-feira passada.

O presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), no entanto, rechaçou a crítica. “Ele é apenas mais um dentre milhares de presidiários.”

Quem é a favor da proposta afirma que a prisão após condenação em segunda instância dará celeridade ao sistema processual criminal e evitará a impunidade. Quem é contra argumenta que a proposta é inconstitucional, por ferir cláusula pétrea, ao modificar o artigo que trata dos direitos e garantias individuais.

Cláusula pétrea
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ressaltou que é preciso respeitar os direitos fundamentais e não descaracterizar cláusulas pétreas. “Existem outros caminhos para se chegar ao resultado que se quer, de acabar com a morosidade do Judiciário, para que as pessoas não usem os atrasos em benefício dos que cometeram crime”, disse Rodrigo Maia.

Fonte: Agência CÂMARA

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