COBRAPOL E CONACATE, JUNTOS, EM DEFESA DO SERVIDOR PÚBLICO!

O presidente da COBRAPOL, André Luiz Gutierrez, encontrou-se nesta quarta-feira (12) com o presidente da Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado, Antônio Carlos Fernandes Lima Jr, no recinto do Congresso Nacional (na foto, com outros dirigentes da Confederação), ocasião em que os dois dirigentes debateram temas de interesse dos servidores públicos em geral.

Do encontro, os presidentes reafirmaram o compromisso das entidades de atuarem em conjunto na defesa das reivindicações dos servidores públicos, entre as quais se destacam a luta pela aposentadoria policial dos profissionais civis da segurança pública e dos servidores em geral, e a ação comum contra a supressão de direitos do servidor na proposta de Reforma Administrativa que poderá tramitar no Legislativo este ano.

Segundo Gutierrez, “a COBRAPOL e a CONACATE são entidades nacionais que têm muito em comum, razão pela qual decidiram ombrear-se em torno das justas e legítimas causas dos servidores públicos do país, entre os quais destacamos as de nossa valorosa categoria dos policiais civis”.

Tanto a COBRAPOL quanto a CONACATE emitiram esta semana notas públicas que rechaçaram a declaração do ministro Paulo Guedes segundo a qual os servidores são “parasitas”.

Fonte: Comunicação COBRAPOL

 

Acompanhe nosso canal no youtube!

POSSE DA NOVA DIREÇÃO DO SINPOL-SOROCABA. COBRAPOL PRESENTE!

Aparecido de Carvalho (Kiko), Cidinha Queiroz e André Luiz Gutierrez

O presidente da COBRAPOL, André Luiz Gutierrez, participou, no último dia 8 de fevereiro, da posse da Diretoria do SINPOL do município de Sorocaba (SP), sob a presidência de Cidinha Queiroz, para o quinquênio 2020/2025.

Na ocasião, a presidente da entidade fez um retrospecto das atividades desenvolvidas pelo Sindicato, desde 1994, quando passou a atuar na atividade sindical, destacando o papel dos filiados no êxito das lutas que foram travadas desde então.

Cidinha Queiroz lembrou as inúmeras ações sindicais que resultaram em ganhos para a categoria, bem como os serviços prestados através de convênios na área da saúde e da educação. E, ao fazer referência à Confederação, afirmou que estava honrada “com a presença da COBRAPOL através de seu presidente, Gutierrez”, acrescentando que “reafirmamos o compromisso de participar das lutas em Brasília, ombreados com a Confederação, em defesa dos policiais civis”.

Já o presidente da COBRAPOL, que deu posse à presidente e aos demais membros da Diretoria, Conselho Fiscal e Delegados Federativos, afirmou agradeceu pela oportunidade, cumprimentou os novos mandatários, em especial, a presidente Cidinha Queiroz, e conclamou a todos “a se unirem em torno da COBRAPOL e das causas da valorosa categoria dos policiais civis”.
Aparecido de Carvalho, o Kiko, presidente da FEIPOL-SUDESTE, também presente ao evento, reforçou as palavras de Gutierrez, desejou pleno êxito nos trabalhos da nova direção do SINPOL-Sorocaba e colocou a Federação à disposição da entidade, bem como o SINPOL-Campinas.

Fonte: Comunicação COBRAPOL,
com informações do SINPOL-Sorocaba

Guedes, o verdadeiro parasita do grande capital!

O ministro Paulo Guedes, do alto de sua arrogância e pedantismo, acusou policiais, professores, médicos, bombeiros, assistentes sociais, enfermeiros, defensores públicos e todos os demais servidores públicos do país de parasitas.

Em evento realizado no Rio, nesta sexta (7), no qual novamente defendeu a redução dos serviços públicos essenciais ofertados à população, afirmou: “O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita”, E, sem a menor cerimônia, mentiu solenemente ao afirmar que os funcionários públicos tiveram um aumento de 50% acima inflação.

Ao contrário do que disse, em 2019, o governo federal recusou-se a pagar até mesmo as perdas provocadas pela inflação, o que levou algumas organizações sindicais a recorrerem até mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para conseguir esse direito.

Trata-se, portanto, de um ataque cínico e mentiroso aos servidores públicos do país, entre os quais se encontram nossos valorosos policiais civis e demais profissionais da segurança pública, tratados, infelizmente, em muitos estados da federação, da mesma forma preconceituosa e discriminatória.

É importante que se diga que estamos diante de um agente do mercado financeiro e do grande capital, sempre disposto a atacar os direitos dos trabalhadores e, agora, cinicamente, jogar a culpa da situação do país nos servidores públicos e naquilo que ele chama de “privilégios”.

Privilegiado e parasita é o capital financeiro que nunca lucrou tanto nesses últimos anos usufruindo lucros bilionários às custas do emprego dos trabalhadores, do aviltamento da renda e do estrangulamento do setor produtivo nacional.

Privilegiados e parasitas são os políticos que, infelizmente, estão a serviço dos barões do grande capital.

Privilegiados e parasitas são os que se utilizam de elevados cargos públicos para atacar direitos consagrados historicamente, como estão fazendo com a aposentadoria dos brasileiros, inclusive dos policiais.

O hospedeiro, é verdade, está doente, mas a doença é fruto, acima de tudo, de muitas decisões do próprio ministro Guedes que agravam o quadro já crítico da economia, ameaçam brutalmente a soberania do país e promovem o retrocesso sem precedentes em direitos e conquistas sociais.

Perguntamos, que moral tem um ministro que foi alvo de inúmeras denúncias de golpe em fundos de pensão para assacar essa assertiva contra os servidores públicos do país? Ele, sim, é um parasita do grande capital e desses fundos especulativos que insistem em destruir o Estado Nacional e, com ele, os serviços públicos essenciais de segurança, educação e saúde, dentre outros, tão indispensáveis à população mais pobre e necessitada.

A COBRAPOL e suas entidades filiadas, ao lado das demais organizações, rechaçam essa agressão gratuita aos milhões de brasileiros que, diuturnamente, constroem o desenvolvimento e bem-estar do país, apesar dos parasitas de plantão que, reincidentemente, elegem o servidor público como bode expiatório de seus fracassos e mazelas!

ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente COBRAPOL

 

Acompanhe os vídeos do nosso canal:

POLICIAIS CIVIS OCUPAM AS RUAS DO PAÍS EM DEFESA DA APOSENTADORIA POLICIAL

Sob a coordenação nacional da COBRAPOL, policiais civis de vários estados do país, liderados pelos seus respectivos Sindicatos e Federações (estaduais e regionais), realizaram manifestações em defesa da aposentadoria policial e em protesto contra reformas previdenciárias em andamento, e, até mesmo, aprovadas, em algumas unidades da federação que promovem retrocessos nos benefícios da categoria, bem como de outros segmentos do serviço público.

Foram registrados, até o momento, atos no Acre, Amazonas, Bahia, Pará, Tocantins, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Os policiais civis defendem o direito à aposentadoria dentro do princípio da isonomia com os policiais militares, assegurada a integralidade e a paridade na concessão dos benefícios.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Todas as manifestações também respaldaram decisão da COBRAPOL de lutar, na Câmara dos Deputados, pela aprovação na votação da PEC 133/2019 (PEC Paralela da Previdência) de uma garantia constitucional para que seja dispensado aos policiais civis o mesmo tratamento hoje assegurado aos policiais militares, inclusive uma condição fundamental para que reformas estaduais não ameacem a aposentadoria policial, como hoje acontece em vários estados.

O presidente da COBRAPOL, André Luiz Gutierrez, participou da manifestação que ocorreu em Salvador (BA), ocasião em que se somou aos policiais civis e demais profissionais de segurança que ocuparam as ruas da capital baiana para defender a aposentadoria policial.

Fonte: Comunicação COBRAPOL

Veja também ações, repercussão e resultados em outros canais de mídia:

https://sindpolalagoas.com.br/noticia/cobrapol-lanca-campanha-nacional-nas-redes-sociais-pela-isonomia-dos-direitos-previdenciarios-com-os-militares-participe/

https://www.sinpolsergipe.org.br/policiais-civis-decidem-paralisar-atividades-durante-24h-no-dia-19-de-fevereiro/

http://sinpolrn.org.br/policiais-civis-e-servidores-da-seguranca-fazem-ato-contra-a-reforma-da-previdencia/

https://ugeirmsindicato.com.br/ugeirm-exige-abertura-de-negociacao-para-recomposicao-salarial-na-policia-civil/

https://ugeirmsindicato.com.br/assembleia-aprova-plc509-que-trata-da-integralidade-e-da-paridade-na-aposentadoria-policial/

https://www.midiamax.com.br/cotidiano/2020/policiais-civis-manifestam-na-alms-em-busca-de-melhorias-na-reforma-da-previdencia/

Veja também outros vídeos em nosso canal TV COBRAPOL no YouTube.

COBRAPOL DENUNCIA VIOLÊNCIA E SE SOLIDARIZA COM A LUTA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA BAHIA!

A Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (COBRAPOL) vem a público manifestar seu mais veemente repúdio à agressão sofrida pelos servidores públicos da Bahia, entre os quais diversos policiais civis, durante a realização de um ato político na Assembleia Legislativa daquele Estado, na última sexta-feira (31), em protesto contra a Reforma da Previdência (PEC 159), de autoria do governo estadual.

Além de policiais civis e suas lideranças sindicais, foram vítimas da agressão servidores do Poder Judiciário, professores, profissionais da saúde pública, policiais penais, entre outros que se manifestavam contra o teor da proposta que estava sendo votada pelos deputados estaduais. Integrantes da PM não pouparam o uso da violência e, até mesmo, de bombas e gás lacrimogênio.

Os servidores denunciaram, na ocasião, a ausência de diálogo com o governo Rui Costa e suas práticas rotineiras de perseguição aos servidores públicos, quando o poder público deveria, no mínimo, zelar pelo direito à livre manifestação e garantir a segurança do funcionalismo estadual, bem como não permitir retrocesso em seus direitos.

A COBRAPOL, ao lado de suas entidades filiadas do Estado da Bahia, além de solidarizar-se com os servidores estaduais, reafirma seu compromisso de intensificar a luta pelo sagrado direito dos policiais civis a uma aposentadoria justa, baseada no tratamento igualitário e isonômico ao dispensado à Polícia Militar, por uma questão de justiça e de direito.

Nesse sentido, nesta terça-feira (4), em todo país, manifestações estão programadas para acontecer nas assembleias legislativas em defesa da aposentadoria policial. Da mesma forma, serão intensificados os trabalhos junto aos deputados federais para assegurar, no texto da PEC 133/2019 (PEC Paralela da Previdência), a devida proteção constitucional para que os policiais civis e demais profissionais da segurança pública sejam tratados dentro do princípio da isonomia com os policiais militares e em respeito à integralidade e paridade de seus benefícios.

Essa garantia constitucional é absolutamente fundamental para que retrocessos como os que ocorrem na Bahia e em outros estados não sejam praticados contra direitos fundamentais de uma categoria essencial ao sistema de segurança pública do país!

Brasília, 3 de fevereiro de 2019

ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente

 

Veja mais sobre esse fato em nosso canal TV COBRAPOL no YouTube.

 

COBRAPOL: MOBILIZAÇÃO TOTAL NOS ESTADOS E EM BRASÍLIA PELA APOSENTADORIA POLICIAL

A COBRAPOL, através de seu presidente, André Luiz Gutierrez, após reunião em Brasília no último dia 15 de janeiro, que contou com a presença de lideranças da categoria de todo país, está promovendo uma grande mobilização em todo país em defesa da aposentadoria policial.

Os policiais civis, através de seus sindicatos e federações estaduais e regionais, estão sendo convocados a participar de manifestações nos Estados, na próxima terça-feira, 4 de fevereiro. O objetivo central dessas mobilizações é sensibilizar os parlamentares dos entes federativos sobre a importância da aposentadoria policial (isonomia com os policiais militares), com respeito aos princípios da paridade e integralidade, principalmente nos Estados onde está sendo discutida a mudança no sistema previdenciário, ou mesmo naqueles onde a reforma já aconteceu contrariando os interesses da categoria. Essas manifestações acontecerão, preferencialmente, nas assembleias legislativas estaduais.

A Confederação também está mobilizando suas lideranças para, entre os dias 10 e 14 de fevereiro, promoverem contatos com os deputados federais em Brasília, em razão da tramitação da PEC 133/2019 (PEC Paralela), já aprovada no Senado Federal e, hoje, em tramitação na Câmara dos Deputados. O foco desse trabalho será também a busca da isonomia com os policiais militares, a condenação de toda e qualquer discriminação e a defesa da constitucionalização da aposentadoria policial – segurança jurídica fundamental para evitar prejuízos nas reformas que estão sendo promovidas nos Estados.

Ainda no dia 19 de fevereiro, a COBRAPOL estará realizando uma mobilização nacional da categoria para a doação de sague nos hemocentros de todos os Estados com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a importância da causa pela qual a entidade luta. A COBRAPOL informa, ainda, que outras datas poderão ser definidas de acordo com o calendário de tramitação da PEC 133.

Segundo Gutierrez, “essa luta não pertence apenas à nossa categoria, mas a todos profissionais de segurança e a toda sociedade, pois, eventuais retrocessos nos benefícios previdenciários representará um brutal desestímulo ao ingresso na carreira de novos policiais, assim como uma desvalorização dos que já se encontram no exercício de missão tão importante para a segurança da sociedade brasileira e do cidadão”.

Veja, na sequência, a convocação do presidente Gutierrez para a mobilização nacional

 

 

Fonte: Comunicação COBRAPOL

COBRAPOL, JUNTO COM UPB, NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA EM DEFESA DA APOSENTADORIA POLICIAL

A COBRAPOL, através de seu 2º vice-presidente, Alex Galvão, integrou delegação da União dos Policiais do Brasil (UPB) que esteve reunida, hoje, com a Assessoria Especial do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira (foto).

O objetivo do encontro foi a discussão do parecer da Advocacia Geral da União (AGU) que garantirá a integralidade e paridade dos servidores policiais civis do Brasil, conforme acordo promovido durante a tramitação da reforma da Previdência, ainda em 2019.

A Assessoria do ministro confirmou a manutenção do posicionamento do governo nesse sentido, relatando que o parecer está sendo confeccionado com a maior celeridade possível. Ressaltou que tal ato será publicado no início do mês de fevereiro deste ano.

Segundo os dirigentes da UPB, que acompanha de perto as tratativas com as autoridades federais, há uma grande expectativa de que o governo federal cumpra o acordo com os profissionais da segurança pública, não permitindo qualquer discriminação.

            Alex Galvão, na ocasião, reiterou o posicionamento da COBRAPOL em defesa da isonomia da aposentadoria policial com os policiais militares e a defesa dos princípios da paridade e da integralidade.

Fonte: Comunicação COBRAPOL, com informações da UPB

A participação do movimento sindical nas eleições municipais

André Santos*

Regras eleitorais mais rígidas podem beneficiar entidades sindicais e sociais na disputa do pleito municipal deste ano. Mas a disputa eleitoral no município não vai ser apenas e tão somente de narrativas. Há aí os problemas concretos das cidades e suas populações, que precisam ser tratados com realismo. Desse modo, construir propostas concretas para os problemas concretos ajuda na sua elucidação.

Em outubro próximo, 153 milhões de eleitores devem comparecer às urnas nos 5.570 municípios brasileiros para eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O pleito municipal serve de termômetro para as eleições gerais, quando disputam o poder político nos País, candidatos à presidente da República e vice, governador e vice, senador, deputado estadual e distrital, no caso do Distrito Federal, e federal. Estes, futuramente contarão com os eleitos nos municípios para garantir suas eleições ou reeleições no pleito geral, cuja disputa se dará em 2022.

Em 2020, algumas novas regras eleitorais entrarão em vigor, como o fim das coligações nas candidaturas proporcionais, neste caso, a de vereador. Os candidatos às prefeituras, cargos majoritários, podem contar com apoio de outras legendas, ou seja, podem formar coligações para disputar as eleições.

Entre as novas regras, está também a proibição de distribuição de qualquer tipo de material de campanha, entre os quais: camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, recurso muito utilizado nos pleitos municipais anteriores. Ainda consta da lista de restrições, as propagandas em lugares de grande aglomeração de pessoas como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios e estádios. Estão também fora próximas campanhas, pinturas em muros, placas, faixas, cavaletes, bonecos, além de fixação de material de campanha nos postes de iluminação, semáforos, viadutos, passarelas, pontes e paradas de ônibus, árvores, entre outros.

As restrições para as campanhas podem parecer exagero, porém, observando o contexto político de crise da representação, os candidatos serão obrigados a estarem mais próximos do/a eleitor/a, da sociedade, para debater suas plataformas de campanhas e convencer o cidadão/eleitor da justeza de suas propostas.

Nesse contexto, inserem-se também as redes sociais, fenômeno que dominou as eleições de 2018, com mentiras e verdades, e amplo alcance do eleitorado médio. Vale destacar que no caso das mentiras, as chamadas “fake news”, a legislação eleitoral passou a criminalizar essa prática. Há de se registrar que nas cidades mais interioranas, o uso das redes sociais e da internet de modo geral ainda é precário do ponto de vista tecnológico, muitas ainda utilizam conexão 3G, mais lenta e o usuário não apresenta tantas facilidades com o manuseio das redes. De acordo coma Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) de 2017, a concentração no uso das redes sociais estava na mão dos jovens entre 20 e 24 anos e a internet chegava a 74,9% dos domicílios, incluído nesse percentual a internet discada e o 3G.

As eleições contarão ainda com regras de financiamento eleitoral que possibilita, talvez, mais e maior competitividade entre candidatos/as com restrições em relação ao autofinanciamento e a possibilidade do financiamento coletivo ou crowdfunding, feito por pessoas físicas, além do fundo eleitoral, espaço de rádio e TV tradicionais nas campanhas políticas.

Sindicatos e movimentos sociais – Observando os dados elencados acima e avaliando o atual cenário para o pleito de 2020, existe hiato que deve ser preenchido pelos movimentos sociais — sindicatos, movimentos estudantis e todas as organizações que estão mais próximas das necessidades do povo em sentido amplo.

O exemplo mais claro dessa necessidade passa pelo índice decrescente de sindicalização dos trabalhadores empregados, 14,4% em 2017. Em 2012, esse percentual era de 16,2%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Esse afastamento dos trabalhadores das entidades de classe que defendem seus interesses e direitos revela o distanciamento dessas do seu “cliente” — o trabalhador. Sendo o sindicato 1 dos pilares da democracia, tal dado é assustador, pois revela que a tenra democracia brasileira está sob ameaças e demonstra a necessidade urgente dessa reaproximação.

Este momento eleitoral serve para que essas organizações se aproximem dos problemas reais das cidades e suas comunidades e possam, por meio do convencimento, do debate coletivo, do tratamento do dia a dia das pessoas, buscar em conjunto soluções para os problemas que são comuns à maioria dos munícipes.

São desempregados que precisam de trabalho, trabalhadores que necessitam de transporte de qualidade com preço justo, estudantes que buscam escolas, trabalhadoras que não encontram creches e escolas para seus filhos, cidades sem tratamento de esgoto, famílias sem acesso à lazer e cultura, entre outras necessidades que passam por decisões políticas dos ocupantes de cargos públicos.

Essa realidade, comum à grande maioria dos municípios brasileiros, pode ser o centro dos debates entre as organizações da sociedade e o cidadão/ã. Construir esse diálogo é necessário e urgente, aproximar-se da realidade dos trabalhadores, da dona de casa, do estudante e fazer a política local, com o objetivo de construir, coletivamente, as soluções para as mazelas sociais passa também pelas entidades sindicais e sociais, cuja referência mais próxima é o sindicato, sendo importante ator social coletivo nesse processo.

O momento é desafiador. A eleição municipal vai exigir a necessidade de o movimento sindical participar efetivamente desse processo, a fim de ampliar força e alianças com outros setores ou atores sociais para priorizar candidaturas autenticas e comprometidas com os anseios da sociedade, com propósito de garantir a busca sincera da solução dos problemas urgentes e frear o avanço da agenda conservadora e neoliberal também no âmbito dos municípios.

(*) Jornalista e analista político do Diap

Fonte: Diap

PGR entra com ação no STF contra MP do ‘emprego’ verde amarelo

O procurador-geral da República, Augusto Aras, apresentou uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade), no STF (Supremo Tribunal Federal), questionando dois trechos da Medida Provisória 905/2019, que cria o contrato de trabalho “Verde Amarelo”.

Aras pede uma “medida cautelar” contra os Artigos 21 e 28 da MP, que tratam da “destinação de valores de multas e penalidades aplicadas em ações e procedimentos da competência do MPT (Ministério Público do Trabalho)”.

Ele argumenta na ação que os artigos limitam a atribuição do MPT para firmar TACs (Termos de Ajustamento de Conduta). O procurador afirma que a medida “limita o uso de instrumentos postos à disposição do Ministério Público para tutelar os direitos coletivos trabalhistas”.

Conforme apontou o PGR, o Artigo 21 vincula ao programa receitas oriundas da reparação de danos morais coletivos ou multas por descumprimento de TACs firmados pelo MPT. Segundo ele, a medida “reduz o espaço de negociação, limitando formas menos onerosas de composição em ação civil pública e em procedimentos extrajudiciais”.

Aras também fez uma lista das implicações do Artigo 28:

1) limitou o prazo máximo de vigência de TAC em matéria trabalhista a 2 anos, renovável por igual período, desde que por relatório técnico fundamentado;

2) determinou igualdade de valor das multas por descumprimento de TACs em matéria trabalhista aos valores atribuídos a penalidades administrativas impostas a infrações trabalhistas, admitindo a elevação das penalidades em caso de reincidência da infração por três vezes;

3) proibiu que se firme TAC quando a empresa já houver firmado qualquer outro acordo extrajudicial.

“O impacto sobre a atuação do Ministério Público do Trabalho é imediato e atinge a efetividade da tutela coletiva e inibitória, que visa à prevenção de ilícitos e à reparação dos danos difusos ou coletivos trabalhistas”, afirmou o PGR por meio da ADI.

Esta é a quinta ADI contra a medida provisória. As demais foram ajuizadas pelos partidos Solidarierade (ADI 6.261) e PDT (ADI 6.265), pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comercio (ADI 6.267) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (ADI 6.285).

 

Fonte: Agência Sindical

Portaria regulamenta funcionamento do CNT

A Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, sob o comando do secretário Rogério Marinho, publicou  a Portaria 1.161, cujo texto traz o regimento interno do CNT (Conselho Nacional do Trabalho).

O CNT é grupo de trabalho tripartite, com representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, cuja finalidade é propor políticas e ações para:

1) modernizar e democratizar as relações de trabalho;

2) estimular a negociação coletiva e o diálogo social como mecanismos de solução de conflitos; e

3) promover o entendimento entre trabalhadores e empregadores e buscar soluções em temas estratégicos relativos às relações de trabalho; entre outros.

Composição – Os representantes dos trabalhadores serão indicados pelas centrais sindicais, sendo 6 conselheiros titulares e 6 suplentes. As confederações patronais indicarão também 6 titulares e 6 suplentes.

O Ministério da Economia indicará 4, sendo 2 pela Secretaria do Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho; 1 pela Secretaria de Previdência da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho; e 1 pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade. Os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e o da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos terão 1 cada.

Fonte: Diap