COBRAPOL: GUEDES AFRONTA DE NOVO SERVIDORES PÚBLICOS E POLICIAIS CIVIS COM NOVA AMEAÇA!

Mais uma vez, o governo, através de seu ministro da Economia, Paulo Guedes, afronta os servidores públicos do país.

O ministro informou que está selando um acordo com o Senado Federal, na figura do presidente Davi Alcolumbre, que prevê uma ajuda aos Estados para enfrentar a pandemia do coronavírus desde que a contrapartida seja o congelamento dos salários do funcionalismo público em geral por 18 meses.

Guedes acena com um auxílio que pode chegar a R$ 130 bilhões, mas não diz como e quando o dinheiro vai chegar a Estados e municípios que estão na ponta enfrentando a doença, mas não abre mão do sacrifício dos servidores.

Mas, o que é mais grave para nós, policiais civis, é que os policiais militares terão um tratamento diferenciado, como tiveram, aliás, na reforma previdenciária, que nos tratou de forma discriminatória. Os da saúde, também, mas, nesse caso, trata-se de uma questão de justiça.

Mais uma vez, dois pesos e duas medidas, no momento em que os policiais civis estão, ao lado dos servidores da saúde e demais profissionais da segurança pública, na linha de frente no combate à epidemia.

O ministro, dentro de seu raciocínio extremamente fiscalista, afirmou que “se nós mandamos R$ 120 bilhões, R$ 130 bilhões, extraordinariamente (…) esse dinheiro não pode virar aumento de salário. Se não estaríamos nos disfarçando sob o manto de uma crise para fazermos aumento no funcionalismo no meio de uma crise extraordinária, em que milhões de brasileiros estão perdendo emprego”.

Tenta, com isso, jogar os trabalhadores da iniciativa privada contra os servidores públicos, uma hipocrisia sem tamanho, pois esses trabalhadores estão perdendo o emprego ou tendo seus salários reduzidos por conta da Medida Provisória 936/2020 que permite que o empregador suspenda o contrato de trabalho por até dois meses ou reduza a jornada e a renda de seu empregado, algo inaceitável diante da atual tragédia que não comporta mais desemprego e perda salarial.

A COBRAPOL tem insistido que existem outros caminhos para que o governo não insista em querer, reiteradamente, transformar o servidor público em bode expiatório da crise que atinge o erário público.

Senão vejamos: o orçamento do governo federal aprovado para 2020 e que já está sendo executado foi de 3,6 trilhões de reais. Para o refinanciamento da dívida pública federal reservou-se a bagatela R$ 917,1 bilhões dos cofres públicos, ou seja, 25%, ou 1/4, o que significa dizer que a União gasta, todos os meses, algo em torno de R$ 76 bilhões em encargos financeiros, recursos que servem para enriquecer, ainda mais, bancos, fundos de investimento e especuladores de todas as matizes e modalidades. Todos podem acompanhar os gastos que o governo tem somente com os juros da dívida pelo link https://www.jurometro.com.br/, que, somados aos demais encargos, chegam aos valores nominados anteriormente.

Basta o governo deixar de pagar a dívida por dois meses que terá dinheiro de sobra para socorrer Estados e municípios, entre outras ações que ainda não saíram da prateleira.

Não por outro motivo não tem recurso para reajustar o salário dos servidores públicos e, nem mesmo, para repor a inflação que corroeu sua renda, como não tem para a saúde, mesmo em tempos de coronavírus (basta ver o subfinanciamento criminoso a que o SUS foi submetido nos últimos anos), a educação, a ciência e tecnologia, a infraestrutura, e a nossa tão maltratada segurança pública.

Não por outro motivo, também, Guedes confrontou-se com o Plano Pró-Brasil lançado pelos militares palacianos que previa investimentos de R$ 300 bilhões em obras públicas relevantes ao longo de 10 anos.
Agora, dinheiro para a dívida, não falta. É por essa e outras razões que Guedes é tido e visto como um homem do “mercado”, mas não de um mercado qualquer, mas aquele controlado por bancos e especuladores que ganham às custas do sacrifício dos que vivem do trabalho e da produção.

CHEGA!

A COBRAPOL vem a público, novamente, manifestar sua indignação patriótica contra mais uma ameaça aos servidores públicos do Brasil, tão fundamentais ao povo brasileiro nesse momento crítico pelo qual estamos passando, repudiando com igual tenacidade a discriminação dos trabalhadores policiais civis frente a outras categorias cujos salários continuariam sendo reajustados.

Esperamos que os senhores senadores não se submetam à pressão e à chantagem do ministro Guedes, especialmente o presidente Davi Alcolumbre.

Os Estados e municípios, mais do que nunca, precisam de apoio nessa hora grave, mas isso não pode acontecer sob nosso sacrifício, quando os poderosos de sempre, para escárnio da Nação, continuam ganhando mesmo na crise.

Brasília (DF), 29 de abril de 2020

ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente

COBRAPOL REPUDIA VILEZA E MESQUINHARIA DA DEPUTADA ZAMBELLI CONTRA OS POLICIAIS CIVIS!

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), não satisfeita com a gravidade do episódio relativo à saída de Moro do Ministério da Justiça, resolveu jogar mais gasolina na fogueira da crise.
Sem papas na língua, falando sem pensar, como é bem do seu estilo, ao analisar os riscos de violação da autonomia da Polícia Federal, em razão das consistentes denúncias feitas pelo ex-ministro, saiu com as seguintes pérolas:

  • O policial federal tem autonomia na investigação, pois a Policia Federal é auditada pelo Ministério Público;
  • A Polícia Federal é a instituição mais séria que nós temos na República brasileira;
  • (a) Polícia Civil todo mundo desconfia. Nem todos Policiais Civis são corruptos, mas existe muita corrupção;
  • Existe milícia no Rio de Janeiro. Na Polícia Federal você não ouve falar, porque quando tem algo de errado eles cortam na própria carne;
  • Quando existe algo de errado na PF, o cara é investigado, o cara é expulso, até porque existe o controle externo do MP.

Só não frisamos mais asneiras porque o vídeo divulgado nas redes sociais pela deputada é curto. Mesmo assim, em pouco tempo ela conseguiu destilar veneno contra os bravos Policiais Civis e nossa instituição. Nitroglicerina pura, que merece uma resposta altiva, em que pese a sua insignificância no mapa político nacional.

Afinal, quem é Carla Zambelli senão a deputada conhecida nesse episódio envolvendo o ex-ministro Moro, quando tentou dissuadi-lo a permanecer no Ministério da Justiça por meio das práticas mais rasteiras e torpes da política. Uma tentativa de corrompê-lo, o que foi denunciado por ele próprio ao responder que “não estou à venda” e revelado ao país na reprodução das mensagens entre os dois.

Realmente, a Polícia Federal é uma instituição séria. Se é a mais séria da República, como ela diz, não nos cabe esse julgamento, nem mesmo sobre a classe política e a instituição a que pertence a sra. Zambelli.

Agora, perguntamos à deputada: com base em que afirma que na Polícia Civil “todo mundo desconfia” e que nela “existe muita corrupção”. “Todo mundo”, quem? Há alguma pesquisa indicando esse absurdo?

Sabemos que não, portanto, trata-se de um profundo e abominável preconceito contra nossos profissionais e a instituição, na qual identificamos problemas sim, como em todas as demais, mas não temos notícia de que os Policiais Civis foram alvo de inquéritos, investigações e condenações como o foram outros segmentos da sociedade, principalmente políticos e grandes empresários.

E os nossos problemas são decorrentes, principalmente, da ausência de sensibilidade política, respeitadas as exceções, de governos e políticos como a sra. que nunca valorizaram a luta dos profissionais de segurança e, em particular, a dos Policiais Civis para implantar o Ciclo Completo com a Carreira Única, previsto em nossa proposta de Lei Orgânica, como caminho mais eficiente para corrigir as atuais distorções, que hoje penalizam sobremaneira os trabalhadores.

Agora, se a sra. possui alguma informação sobre atos de corrupção na instituição ou entre Policiais Civis ou, ainda, sobre milicianos entre eles, tem a obrigação, até em função de sua posição como parlamentar, de denunciar aos órgãos competentes, pois, da mesma forma que na Polícia Federal, nós também temos os nossos instrumentos de controle.
Certamente não o fará, uma vez que suas declarações são fruto da sua leviandade, vileza e mesquinharia, aliás, elementos que parecem muito nítidos em sua personalidade.

Fica, aqui, o repúdio da COBRAPOL, de suas Federações e Sindicatos filiados, e de todos os 200 mil Policiais Civis, ativos e inativos, que representamos, às palavras de uma deputada em cujo episódio revelou não ser nem um pouco digna do mandato parlamentar que, esperamos, seja o primeiro e último, se não for abreviado pelos atos irresponsáveis que já praticou. E, por fim, se ainda houver um pouco de dignidade na deputada, retrate-se perante a sociedade pela grosseria cometida de forma covarde contra os Policiais Civis do Brasil que tanto fazem pelo país.

Brasília (DF), 28 de abril de 2020

ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente COBRAPOL

NOTA PÚBLICA DIANTE DA SAÍDA DO MINISTRO MORO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

A COBRAPOL, após o anúncio da saída do ministro Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, vem a público manifestar o que se segue:

1 – A Confederação, pela sua representação nacional e lideranças nos Estados, participou de inúmeras reuniões e eventos, especialmente na Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), com o objetivo de discutir assuntos de interesse dos policiais civis, entre os quais o necessário apoio do governo federal para superar o quadro de desmonte da instituição em várias regiões do país e, notadamente, a implantação da Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil (LONPC), cuja proposta, elaborada pela entidade após amplo debate, foi apresentada e exaustivamente discutida com a SENASP, sempre na perspectiva central de implantar o Ciclo Completo condicionado ao princípio da Carreira Única.

2 – Esperamos, agora, seja qual for o novo ministro, que as portas continuem abertas à COBRAPOL de modo a retomar essa discussão que consideramos da maior importância para nossa categoria e nossa sociedade que já está sendo realizada no âmbito do legislativo brasileiro.

3 – A COBRAPOL manifesta, por oportuno, sua expectativa de que o novo comando do Ministério da Justiça assegure à Polícia Federal, instituição irmã, a devida condução autônoma e técnica da instituição, fundamental nos processos investigativos, muitos dos quais com grande interface no trabalho de nossos policiais civis nos Estados, ressaltando a importância da valorização de nossos profissionais de segurança e de investimentos tecnológicos no setor para o êxito de ações de combate a algumas modalidades de crime que ainda atingem a sociedade brasileira.

Brasília (DF), 24 de abril de 2020

ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente

COBRAPOL PROPÕE VIGILÂNCIA NA VOTAÇÃO DO PLP 149/2019 NO SENADO

“Não aceitaremos ameaças aos direitos dos servidores públicos, como não aceitamos na Câmara dos Deputados”, afirma Gutierrez, presidente da entidade

Bastou a Câmara dos Deputados aprovar o substitutivo ao PLP 149/2019, o chamado Plano Mansueto, que originalmente propunha perdas salariais e outros sacrifícios aos servidores públicos, entre os quais os policiais civis, dos Estados que aderissem ao programa de incentivo fiscal e recomposição de dívidas, para o ministro da Economia, Paulo Guedes, o mesmo que chamou recentemente os trabalhadores do Estado de “parasitas”, ameaçar sugerir ao presidente Jair Bolsonaro o veto ao projeto caso o mesmo texto seja avalizado pelos senadores.

O presidente da COBRAPOL, André Luiz Gutierrez, que ontem comemorou a “vitória” dos servidores públicos em geral, em especial os da segurança pública e da saúde, pela exclusão da ameaça aos direitos do funcionalismo, avalia que “as organizações de todo país que representam esses trabalhadores do Estado, em todos os níveis de representação, devem continuar mobilizados para sensibilizar, agora, os senadores de que é necessário manter o texto da Câmara, pois, além de representar um auxílio efetivo a Estados e municípios, nesse momento de crise, não ameaça os nossos direitos e conquistas”.

Gutierrez e demais dirigentes da COBRAPOL, ao longo do dia de ontem (13), quando o PLP 149/19 foi votado na Câmara Federal, fizeram contatos com vários parlamentares e solicitaram a apresentação de emendas, pelo menos excluindo os servidores da segurança pública e da saúde pública, que estão na linha de frente no combate ao coronavírus.

O presidente da COBRAPOL voltou a agradecer todos os deputados federais que se empenharam na exclusão do ataque ao funcionalismo, afirmando que “o resultado foi maiúsculo, pois a Câmara, à exceção da liderança governista, teve a sensibilidade de não mexer com direitos adquiridos de nenhum servidor, de qualquer segmento do serviço público, e de todas as instâncias federativas, o que infelizmente já não acontece no setor privado da economia”.

“Numa hora grave como essa, em que toda sociedade está mobilizada para salvar vidas, seria uma covardia sem tamanho congelar ou reduzir salário de servidor ou mexer em direitos já adquiridos”, afirmou Gutierrez, lembrando que “a magistratura já se manifestou no sentido de que não se pode utilizar o estado de calamidade pública para ferir direitos”.

Depois da votação na Câmara, o governo diz que vai apresentar um projeto de lei que poderá até transferir R$ 40 bilhões aos estados e municípios para compensar as perdas de arrecadação, mas, desde que os reajustes salariais fiquem suspensos por dois anos.

Segundo Gutierrez, “isso é uma chantagem completamente inoportuna e desumana de gente que desdenha da epidemia, resiste em liberar os recursos aos mais necessitados e, agora, ao invés de se somar ao esforço parlamentar de ajudar Estados e municípios, ainda ameaça os senadores com o veto presidencial”.

“Imagine que significaria, num momento como esse, congelar ou reduzir salário de policial, de médico, de enfermeiro, de professor ou de qualquer outra categoria do serviço público?”, perguntou, respondendo: “um desastre total, pois esses profissionais que estão na linha de frente no combate à crise sanitária que já matou milhares em todo país são exatamente os que têm que ser mais valorizados pois muitos deles, como nós, policiais, e os da saúde, continuam nas ruas e em seus locais de trabalho”.

Gutierrez avalia que a postura do governo deve deixar as entidades e seus representados em alerta, pois, segundo ele, “certamente, após a pandemia, vão querer que paguemos a conta da forte retração econômica que inevitavelmente vamos enfrentar, aliás, já vínhamos enfrentando mesmo antes da crise, e isso não podemos aceitar”.

“A COBRAPOL, entre outras organizações da sociedade civil, já apresentaram outras propostas que penalizem os afortunados de sempre, ou seja, os que sempre ganharam com as crises em detrimento dos que vivem de seu trabalho honesto e decente, como os trabalhadores policiais civis que com muito orgulho representamos em todo país”, argumentou.

Fonte: Comunicação COBRAPOL

Foto: MARYANNA OLIVEIRA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

CÂMARA APROVA AUXÍLIO A ESTADOS SEM SACRIFICAR O SERVIDOR PÚBLICO!

VITÓRIA DA COBRAPOL E DE TODAS AS ORGANIZAÇÕES REPRESENTATIVAS DO FUNCIONALISMO PÚBLICO.

A Câmara dos Deputados está acabando de votar os destaques ao Projeto de Lei Complementar 149/2019, o chamado Plano Mansueto, de autoria do Executivo Federal, que, originalmente, propunha o refinanciamento das dívidas dos Estados e exigia como contrapartida o sacrifício dos servidores públicos, entre os quais a nossa categoria dos trabalhadores policiais civis.

Com a crise do Coronavírus, a pressão continuou nesse sentido, mas encontrou resistência por parte do Legislativo, e hoje o projeto aprovado pelos deputados federais retirou qualquer ameaça aos direitos adquiridos: aumentos salariais e outras conquistas de natureza econômica.

O projeto aprovado limitou-se a tratar do apoio emergencial do Governo Federal aos Estados e municípios enquanto perdurar o estado de calamidade pública instaurado por conta da crise sanitária que atinge o Brasil e o mundo.

O relator do projeto, apoiado pela unanimidade dos partidos na Câmara Federal, retirou do texto qualquer referência a retrocessos nos direitos dos servidores, acatando na prática emendas apresentadas pelos deputados Léo Motta (PSL/MG), Marco Bertaiolli (PSD/SP), Hugo Leal (PSD/RJ), Léo Moraes (PODEMOS/RO) e Luis Miranda (DEM/DF) , entre outros, a partir de pleito apresentado pela COBRAPOL e outras entidades.

O presidente da COBRAPOL, André Luiz Gutierrez, após “agradecer” todos os parlamentares que apresentaram emendas a partir de pleitos da COBRAPOL, entre outras entidades, afirmou que “seria um absurdo que sacrificassem os profissionais de segurança e da saúde pública que estão na linha de frente protegendo o cidadão e salvando vidas na maior crise epidêmica que o país já enfrentou. Seria uma grande covardia”

“Foi uma grande vitória, meus amigos, policiais civis, de todo Brasil, líderes e dirigentes de nossas Federações e Sindicatos”, comemorou Gutierrez.
O dirigente enfatizou, ainda, que “temos que continuar alertas, pois já circularam fortes rumores que, passada a pandemia, que esperamos acontecer o mais rápido possível, os servidores públicos municipais, estaduais e federais serão chamados e dividir o sacrifício da inevitável e já prevista crise econômica e social, enquanto continuarão fazendo vistas grossas aos gastos financeiros do governo que enriquece bancos e especuladores e os lucros e dividendos bilionários de poderosos grupos econômicos”, argumentou.

“Como diz no ditado popular, temos que ficar com um olho no peixe e outro no gato, mobilizados sempre na defesa de direitos legítimos e inalienáveis, pois o nosso sacrifício será o sacrifício da sociedade vitimada pelo aviltamento e desvalorização da segurança pública e de seus profissionais”, sentenciou Gutierrez.

Fonte: Comunicação COBRAPOL

Veja o que o Presidente da COBRAPOL comentou em nosso canal:

COBRAPOL CONTRA MAIS UMA TENTATIVA DE VIOLAR OS DIREITOS DOS POLICIAIS CIVIS!

A obsessão por sacrificar os funcionários públicos e os trabalhadores em períodos de crise parece não ter limites.

Depois de afastada a ameaça de redução de salários e direitos na PEC 10/2020, relativa ao “orçamento de guerra”, o governo agora tenta obter os mesmos resultados na votação do Projeto de Lei Complementar 149/2019, que, sob pretexto de instituir o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal, mais conhecido como Plano Mansueto, entre outras medidas, busca fazer com que os entes federados penalizem os seus servidores públicos como contrapartida a benefícios fiscais e creditícios.

Nossos trabalhadores policiais civis seriam, certamente, objeto dessa proposta infame que viola a Constituição Federal e os direitos adquiridos.

Bem que tentaram votar a matéria na sessão da Câmara dos Deputados realizada nesta quarta-feira, mas, felizmente, prevaleceu o bom senso e a apreciação do projeto ficou suspensa em razão da crise sanitária que atinge o país.

Mas que fique o alerta: o governo e seu ministro da Economia, mais uma vez, tentam fazer dos funcionários públicos os bodes expiatórios de uma crise que já era grave antes mesmo da pandemia, pela ausência de investimentos públicos e por conta de uma política econômica que só beneficia o setor financeiro, como demonstramos em recente nota pública.

A compulsividade com que o governo busca sacrificar os servidores públicos e trabalhadores está diretamente relacionada à resistência de reduzir as despesas com a dívida pública (juros e encargos), taxar as grandes fortunas e os dividendos e lucros das poderosas corporações econômicas que corroem nossa economia.

O Estado, em todas suas dimensões, precisa reduzir suas despesas, sim, mas não às custas dos funcionários públicos e trabalhadores! Algumas distorções no setor público podem e devem ser corrigidas, como os altos salários que vicejam em alguns segmentos privilegiados, mas isso não pode ser utilizado como pretexto para prejudicar milhões de brasileiros, homens e mulheres de bem, que sustentam, com muita trabalho e dedicação, os indispensáveis serviços públicos na segurança, na saúde, na educação e na proteção social.

Os policiais civis honram-se de pertencer a esse segmento de trabalhadores que abomina os que, no governo, na política e na economia, são verdadeiros parasitas do desenvolvimento nacional e da justiça social.

E a COBRAPOL honra-se, mais ainda, por representar nacionalmente profissionais cuja dedicação em momentos de crise aguda os elevam e os promovem aos olhos de quem realmente interessa, a sociedade e o cidadão desprotegido!

Fiquemos alertas em todo país para impedir retrocessos em nossos direitos e conquistas.

No caso dos policiais civis, mais alertas ainda, diante da discriminação que nossa categoria vem sofrendo nos últimos tempos, o que ficou flagrante na aprovação da nefasta Reforma da Previdência recentemente pelo Congresso Nacional.

Enquanto militares e policiais militares tiveram um tratamento diferenciado, os policiais civis perderam essa garantia constitucional, o que já provocou retrocessos nas legislações de vários Estados, com lastimáveis prejuízos em nossas aposentadorias e pensões, apesar de exercermos uma profissão com os mesmos riscos das forças militares. Em relação aos integrantes das Forças Armadas, até mais riscos, como provam as estatísticas.

Inaceitável e repugnante essa preferência pelos PMs e militares em geral!, o que deve ensejar, crescentemente, nossa união e mobilização na defesa de direitos consagrados historicamente e reconhecidos pela sociedade.

Brasília (DF), 9 de abril de 2020
ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente

MEDIDA REVOLTANTE EM AL: JUIZ AMEAÇA SAÚDE DOS PCs E PRATICA INJUSTIÇA EM PLENA CRISE!

Uma medida judicial no mínimo estapafúrdia em meio à tragédia de saúde pública que afeta o Brasil e os brasileiros.

O juiz Alberto Jorge Correia de Barros Lima, da 17ª Vara Cível de Maceió, indeferiu o pedido de tutela antecipada do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (SINDPOL) para o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como álcool em gel, máscaras, luvas, materiais de limpeza e higienização em quantidade suficiente, além da dispensa de trabalho aos policiais civis do grupo de risco.

Mais grave ainda por se tratar de uma decisão que afeta profissionais de segurança que, junto com os da saúde pública, estão nas ruas todos os dias para proteger a sociedade no momento em que ela se encontra mais vulnerável, em razão dos procedimentos de isolamento social indispensáveis para o momento.

Especialistas e autoridades no assunto, desde o início da crise do coronavírus, apontaram dois segmentos do serviço público que não poderiam parar: a saúde, por óbvio, e a segurança.

O magistrado que negou a ação do SINDPOL-AL parece desconhecer essa realidade ou simplesmente despreza a segurança pública, da qual a Polícia Civil é peça fundamental para redução da criminalidade. Em que mundo ele vive? Não percebe que, além dos servidores da saúde, são exatamente aqueles profissionais, que estão na linha de frente no combate aos crimes, que cresceram brutalmente neste período, mesmo sujeitos ao impacto da epidemia. Os criminosos não querem saber se tem ou não Coronavírus, e os policias precisam estar aptos, com a saúde perfeita, com a devida proteção para trabalhar pela sociedade.

No caso de Alagoas, a situação é ainda mais preocupante na medida em que o Estado não garante insalubridade aos policiais, como também não reconhece a periculosidade a que estão submetidos, especialmente agora diante dos riscos de contágio, associados aos demais riscos inerentes ao desempenho de suas atividades profissionais, além das penosas condições laborais, extenuante carga horária, volume de trabalho e a existência de inúmeros servidores aposentados e idosos, faixas de elevado risco, desempenhando suas funções em diversas delegacias.

A COBRAPOL se soma, neste momento, ao SINDPOL de Alagoas e a todos os policiais civis daquele Estado no repúdio a uma decisão que ameaça a saúde e integridade física dos integrantes de nossa categoria e, por consequência, a segurança da sociedade como um todo, e vai na contramão de centenas de decisões judiciais que estão sendo tomadas em todo país, desde a Suprema Corte, sempre no sentido de proteger os cidadãos da grave pandemia e garantir a execução dos procedimentos adotados pelas autoridades da saúde pública.

Nosso repúdio a essa decisão revoltante que precisa ser revista imediatamente para o bem dos policiais civis, da segurança pública e da sociedade! É o que o bom senso e a justiça exigem nesse momento por parte de quem deveria zelar pela justiça em nosso país!

Brasília (DF), 01 de abril de 2020

ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente COBRAPOL

Veja agora na TV COBRAPOL o vídeo feito pelo Presidente da COBRAPOL, ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ. Clique no vídeo abaixo: