NOTA DE APOIO

Em meio a um cenário de impunidade, insegurança e até mesmo desvalorização do trabalho da Polícia Civil, a prisão de um dos traficantes mais procurados e perigosos do Rio de Janeiro, o Rogério 157, nesta semana, foi considerada uma vitória para a categoria. Sobretudo para aqueles que participaram ativamente da ação.

Não foi à toa e muito menos com a intenção de abusar de sua autoridade que os agentes envolvidos nesse trabalho fizeram uma selfie com o criminoso. A foto, altamente criticada, nada mais foi do que um registro merecido após uma operação eficaz de inteligência e investigação que teve um resultado positivo e vitorioso.

Rogério Avelino da Silva era o chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha e foi preso no Morro da Mangueira, no último dia 6. Contra ele havia 13 mandados de prisão por crimes de homicídio, assalto a mão armada e tráfico de drogas. Será que os policiais não tinham motivo para comemorar e estarem eufóricos?

O fato de terem tirado foto com o referido criminoso se assemelha a de um jogador se futebol ao comemorar a conquista de um campeonato, onde todos querem tirar foto com a taça que simboliza a vitória e a consagração de um trabalho, que contou com o apoio das polícias militar e federal e a participação das Forças Armadas. Demonstra o êxito da operação o fato de não haver necessidade de nenhum disparo de arma que pudesse colocar em risco terceiros. Além disso, esses policiais em nenhum momento se corromperam ou deixaram de realizar o seu dever em troca de pagamento de propina.

Esse caso mostra apenas a capacidade da Polícia Civil em fazer mais com menos, pois mesmo diante das dificuldades encontradas pela categoria, eles jamais esquecem o seu dever: combater a violência e defender a sociedade.

André Gutierrez
COBRAPOL

Vem aí o IV CONFEIPOL Nordeste

Será realizado de 13 a 15 de dezembro, em Aracaju/SE, o IV Congresso Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Nordeste – IV CONFEIPOL Nordeste. O evento terá como tema “A Necessidade de um novo modelo de Polícia Judiciária para o fortalecimento da investigação criminal no Brasil”.

De acordo com a organização do congresso, são esperados mais de 60 dirigentes sindicais do nordeste para discutir os desafios que se apresentam em relação a carreira Policia Civil. A programação vai contar com uma solenidade de abertura, mesas de debate e ao final do Congresso, no dia 15 de dezembro, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE), que sedia o evento, irá oferecer para categoria e para os representantes sindicais que estarão no IV Confeipol a já tradicional festa de final de ano.

Para o presidente da Cobrapol, André Luiz Gutierrez, o congresso é mais uma oportunidade da categoria avançar em suas demandas e fortalecer a unidade. “Estamos vivenciando um momento de ataque aos serviços públicos e aos servidores. Nossa reação só pode ser a unidade em defesa de nossos direitos e em busca de novas conquistas”, comentou.

Por Giselle do Valle
Fonte: Imprensa Cobrapol