Nota de Repúdio

As entidades SINPOL-TO, FEIPOL CON e COBRAPOL , repudiam veementemente a ação desastrosa da
Polícia Militar do Estado do Tocantins na abordagem que vitimou o Delegado da Polícia Civil Marivan da
Silva Souza.

Sem aqui realizar qualquer juízo de valor quanto aos motivos que levaram a ação desproporcional dos
policiais militares nesta ocorrência, é flagrante o excesso praticado pela guarnição, que efetuou disparos
sem estarem ou realizarem a devida identificação ou mesmo sem os procedimentos que podem ser
julgados pela doutrina policial como seguros e consubstanciados em uma fundada suspeita.

Sem direito a defesa ou mesmo sem esboçar qualquer tipo de reação, o delegado Marivan foi atingido
com tiros de fuzil que poderiam ter ceifado sua vida ou de qualquer outro cidadão e, mesmo diante do
flagrante equívoco, os policiais militares envolvidos na inconseqüente ação não prestaram socorro à
vítima que escapou da morte por centímetros, considerando o local onde atingiram os disparos.
Repudia-se ainda a declaração do Comandante da Polícia Militar, Glauber Oliveira do Santos, que em
entrevista em rede nacional assombrou a população ao alegar que a ação compreende o
“PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO DO BATALHÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS ESPECIAIS – BOPE”,
da Polícia Militar do Tocantins, contrariando toda a literatura e preceitos que regem uma polícia
pautada na preservação dos direitos do cidadão e na proteção da vida e da incolumidade das pessoas.

Agrave-se à todas as questões já pontuadas o fato do exercício de atividade investigativa por parte da
Polícia Militar que, em se caracterizando tal fato, desrespeita a Constituição Federal e recente
entendimento entre o Ministério Público do Estado do Tocantins e a referida instituição militar.
As entidades que subscrevem esse documento acompanharão firmemente todo o desenrolar das ações
que apurarão o ocorrido e exigirão que os responsáveis sejam punidos e que os procedimentos policiais
sejam realizados dentro da legalidade e respeitando as atribuições constitucionais de cada força policial,
devendo o Estado promover as condições necessárias para a eficiência dos serviços prestados.

UBIRATAN REBELLO DO NASCIMENTO
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins – SINPOL-TO

DIVINATO FERREIRA DA CONSOLAÇÃO
Presidente da Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Centro Oeste e Norte – FEIPOL CON

ANDRÉ LUIZ GUTIERREZ
Presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis – COBRAPOL

Audiência pública debate o aumento das mortes de policiais no Brasil

O presidente da Cobrapol, André Luiz Gutierrez, participou na tarde da quarta-feira (04) de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias sobre o aumento da mortandade de policiais no Brasil. Segundo o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os policiais são mortos três vezes mais fora de serviço do que quando estão trabalhando.

Na audiência, Gutierrez ressaltou que os policiais não são vistos como trabalhadores, “mas como super-heróis que se morrerem são tirados da arena”, afirmou. Em sua intervenção, ele também comentou as polêmicas em torno dos direitos humanos para os criminosos. “Na verdade, nós vemos hoje muita polêmica sobre direitos humanos de quem é ‘vítima’ da polícia, mas que de vítima”, afirmou.

O presidente da Confederação ainda ressaltou que não gosta de usar a palavra heróis para referir-se aos policiais. “Prefiro dizer que somos a última barreira entre o caos e a sociedade. E sendo assim, temos mesmo que ser muito valorizados como profissionais”, declarou.

Assista aqui o vídeo da participação do presidente da Cobrapol na audiência.

Por Giselle do Valle
Fonte: Imprensa Cobrapol

Audiência na Câmara vai discutir os altos índices de mortalidade de policiais

O presidente da Cobrapol, André Luiz Gutierrez, participa nesta quarta-feira (4/10) de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados que vai debater o aumento da mortalidade de policiais no Brasil. A audiência será a partir das 14h, no plenário 9, anexo II.

De acordo com o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), das 58.492 mortes violentas registradas em 2015 no Brasil, 393 foram policiais, profissionais de segurança pública que estavam de folga ou trabalhando. Os dados do anuário revelam que estes profissionais são mortos três vezes mais fora de serviço do que em serviço e que, entre os anos 2009 e 2015, foram 2.572 policiais mortos no país.

“Os números são realmente alarmantes e o debate bastante oportuno. O Brasil se recente de uma política de segurança pública que valorize os policiais e precisamos discutir as saídas para essas questões”, afirma Gutierrez.

Também participam do debate Elisandro Lotin de Souza (Presidente da Associação Nacional de Praças – Anaspra); Ibis Silva Pereira (Coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) e Isabel Seixas de Figueiredo (Consultora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública).

Fonte: Imprensa Cobrapol