Nota de Esclarecimento – COBRAPOL

Em atenção à imprensa e à sociedade, em virtude de notícias veiculadas sobre o protesto dos trabalhadores da Segurança Pública brasileira, realizado pela União dos Policiais do Brasil (UPB), a COBRAPOL, representante da categoria Policia Civil do Brasil vem esclarecer:

 

A manifestação realizada na Esplanada dos Ministérios contra a REFORMA DA PREVIDÊNCIA (PEC) 287/2016, democrática e pacífica, terminou em confusão no Salão Branco do Congresso Nacional, após as lideranças dos Policias Civis serem barrados na chapelaria do Congresso Nacional, quando iriam protocolar documento na Secretaria da Presidência da Câmara.

 

A Polícia Legislativa reagiu de modo irrefletido à solicitação dos representantes das entidades, impedindo os policiais ao ato comum de protocolar o documento que, em seu teor, exige o afastamento do deputado federal Artur Maia (PPS-BA), relator da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, por envolvimento eleitoral com entidades de previdência complementar privada.

 

Com o impedimento da entrada dos representantes das entidades, gerou-se a insatisfação dos manifestantes quando, então, os ânimos se exaltaram ao ponto de a Polícia Legislativa reagir contra os colegas policiais com bombas de efeito moral e spray de pimenta.

 

A Cobrapol é defensora do diálogo, peça fundamental do entendimento, e lamenta profundamente a ação desproporcional direcionada contra os manifestantes que lutam por seus direitos, fundamentais e legítimos, fato que gerou a crítica negativa de alguns setores da imprensa ao chamá-los de baderneiros.

 

Consideramos excessiva, equivocada e injusta, tanto a ação da Polícia Legislativa quanto a classificação pejorativa de parte da imprensa.

 

Em contrapartida, o fato demonstrou que a luta dos operadores da segurança publica tem o apoio da sociedade brasileira, que espera as soluções justas para os trabalhadores deste setor, pois somente assim terão condições de assegurar a devida assistência e proteção à população.

 

Policiais realizam manifestação histórica em Brasília

Policiais civis de todas as regiões do País participaram na terça-feira (18) de ato contra a Reforma da Previdência (PEC 287/2016) em Brasília. A manifestação foi organizada pela União dos Policiais do Brasil (UPB), a qual a COBRAPOL integra. Cerca de 5 mil pessoas participaram do protesto na Esplanada dos Ministérios, entre policiais civis, federais, inspetores penitenciários e agentes socioeducativos de todo país.

A atividade foi ordeira e pacífica na maior parte do tempo. No entanto, houve um princípio de tumulto quando os manifestantes foram impedidos de entrar na Câmara dos Deputados, muitos deles sindicalistas das entidades representativas dos policiais – como o presidente da COBRAPOL, Jânio Bosco Gandra –, que queriam entregar ao presidente da Câmara o pedido de afastamento do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Em função da confusão, os policiais só oficializaram o pedido nesta quarta-feira (19).

Vitória dos policiais

A pressão dos policiais nas ruas de Brasília e a unidade da categoria em defesa de seus direitos levou o relator da PEC da Reforma, deputado Arthur Maia, a divulgar um esboço do parecer sobre as mudanças no texto, que inclui a idade mínima 62 anos para as mulheres se aposentarem e mantém 65 anos para os homens. “O grito nas ruas é o caminho para forçar o governo a recuar nas propostas que retiram os direitos dos trabalhadores. Nós, policiais, já entendemos isso e vamos nos manter firmes na defesa dos nossos direitos”, afirmou Gandra.

 

Por Giselle do Valle
Fonte: Imprensa COBRAPOL

COBRAPOL participa de audiência sobre Reforma da Previdência no Senado

O presidente da COBRAPOL, Jânio Bosco Gandra, participou na manhã desta quinta-feira (06/04), de audiência pública sobre a Reforma da Previdência e os efeitos para a segurança pública, organizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal.

Em sua intervenção, Gandra ressaltou que a proposta de Reforma da Previdência encaminhada pelo governo é equivocada. “Um pacote de maldades e de absurdos não só com a categoria policial, mas para com todo o povo brasileiro, porque vai atingir principalmente o nosso irmão brasileiro mais pobre”, afirmou.

Gandra ainda comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do dia anterior (05/04) de declarar inconstitucional o direito de greve de servidores públicos de órgãos de segurança e proibir qualquer forma de paralisação nas carreiras policiais. “Ontem mesmo, logo depois da decisão, nós falamos para a imprensa que faremos deste limão que o STF nos deu uma limonada”, afirmou, referindo-se ao fato de que se os policiais resolverem apenas cumprir o que diz a lei, o trabalho já ficará parado. “Enquanto policiais civis, se nós quisermos cumprir a lei tão somente, não há mais investigação. Simplesmente a Polícia Civil vai parar, porque assim como os policiais rodoviários federais, nós só podemos dirigir viaturas se formos treinados e habilitados conforme o Código Nacional de Trânsito. Logo, aqueles que não possuem essa habilitação legal não podem sair com viaturas” lembrou.

O presidente da Confederação também comentou que a lei exige que todos os policiais usem coletes, o que não é uma realidade hoje no país. E ressaltou que recentemente o Exército brasileiro condenou cerca de 130 mil armas da marca Taurus utilizadas pelos policiais. “Iremos, enquanto sindicatos nos estados e amparados na regulamentação do decreto das Convenções 151 e 155 da OIT, das quais o Brasil é signatário, fiscalizar todas as corporações policiais para verificar se a lei está sendo cumprida”, afirmou.

Ainda sobre a Reforma da Previdência (PEC 287/2016), o presidente da COBRAPOL afirmou que os policiais devem se unir aos demais trabalhadores para dizer: vamos derrotar a PEC 287! E convidou todos os policiais para participarem no dia 18 deste mês de ato convocado pela União dos Policiais do Brasil (UPB) em Brasília, contra a reforma da previdência e a retirada de direitos.

Por Giselle do Valle
Fonte: Imprensa COBRAPOL