1º de Maio encarnou resistência à CLT de Temer e a defesa dos direitos

Os atos do 1º de Maio deste ano ocorreram em uma conjuntura singular, poucos meses depois de entrar em vigor a reforma trabalhista imposta pelo governo Temer. Em todo o País, os trabalhadores foram às ruas e praças as bandeiras da democracia, do respeito aos direitos e da proteção dos empregos, dos salários e das aposentadorias.

Nos Estados – Como é tradicional, foram programadas manifestações nas Capitais e maiores cidades do País. Em todas elas, o movimento sindical defendeu pautas comuns, de interesse da classe trabalhadora, como uma política econômica de geração de empregos e renda, seguridade e previdência social, o fim da lei do congelamento de gastos, a continuidade do financiamento sindical e, também, a revogação da reforma trabalhista.

São Paulo – Os maiores atos ocorreram na capital paulista. O Dia Internacional do Trabalho organizado pela Força Sindical ocorreu, mais uma vez, na Praça Campo de Bagatelle. O lema de 2018 será “Emprego!Emprego!Emprego!”.

CUT, CTB, Intersindical e movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo promoveram ato unificado com atrações artísticas na Praça da República, região central da cidade de São Paulo, a partir das 12 horas.

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) encerrou nesta sexta (26) o Seminário 1º de Maio 2018, aberto ontem no Hotel Braston, região central da cidade, com a presença do governador de São Paulo, Márcio França.

Com o tema “A Quarta Revolução Industrial, seus Impactos no Mundo do Trabalho e a Construção de uma Nova Sociabilidade baseada na Agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, o evento reuniu especialistas de vários setores para debater o tema.

Brasília – A capital do País recebeu na terça a 2ª Meia Maratona Nova Central Sindical dos Trabalhadores, que comemora o 1º de Maio com atividades esportivas na Explanada dos Ministérios.

A Agência Sindical conversou com o consultor João Guilherme Vargas Neto, que sintetizou o espírito que terá o Dia do Trabalhador. “É um 1º de Maio que ocorreu em um momento de forte ataque ao movimento sindical, que sofre as consequências da reforma trabalhista. As comemorações tiveram como eixo a resistência à lei celerada”, afirma.

João Guilherme aponta que a resistência deve ter como base a denúncia, evidenciando o clima de desconfiança e insegurança jurídica instalado pela nova lei nas relações de trabalho. “É fundamental que os trabalhadores reforcem sua plataforma de resistência à lei e a defesa da retomada do desenvolvimento com geração de emprego formal e a garantia de sustentação material das entidades”, diz.

 

Fonte: Agência Sindical

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